Cientistas descobrem por que orcas estão atacando barcos em todo o mundo; entenda
- porR7
- 17 de Setembro / 2025
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Ataque de orcas afundou veleiro com pessoas a bordo em Portugal no sábado (13) | Créditos: Reprodução/X/@maisumcarneiro
Imagens de orcas atacando dois barcos turísticos em Portugal, no sábado (13), viralizaram nas redes sociais nos últimos dias. A Autoridade Marítima Nacional do país disse que uma das embarcações chegou a afundar após os ataques. Todas as pessoas foram resgatadas.
Os incidentes se somam a uma série de casos registrados nos últimos anos. Agora, cientistas revelam que esses ataques, que causam preocupação, não são motivados por agressividade. Segundo especialistas, as orcas estão apenas brincando.
Renaud de Stephanis, presidente do Centro de Conservação, Informação e Pesquisa sobre Cetáceos (CIRCE), na Espanha, afirmou ao tabloide britânico Daily Mail que o comportamento é “brincalhão, não agressivo”.
Ele explicou que as orcas não confundem os barcos com presas, nem estão defendendo território. “O que está acontecendo com as orcas e os barcos ibéricos não é um ataque no sentido de agressão, predação ou defesa territorial”, disse.
As orcas, apesar de serem chamadas de “baleias assassinas”, são os maiores membros da família dos golfinhos. Reconhecíveis pelas características manchas brancas nos olhos, esses mamíferos marinhos são extremamente inteligentes.
De acordo com Stephanis, elas se interessam pela parte inferior dos barcos, especialmente pelos lemes em movimento, que reagem dinamicamente quando empurrados. “O leme se move, vibra e oferece resistência. Em outras palavras, é estimulante para elas”, explicou.
A bióloga Clare Andvik, especialista em mamíferos marinhos da Universidade de Oslo, na Noruega, concorda com Stephanis. Ela afirma que as orcas estão se envolvendo em comportamentos brincalhões.
“É emocionante e gratificante para elas brincar com o leme. É ainda mais divertido se um humano tenta controlá-lo, como um cabo de guerra”, disse ao Daily Mail. No entanto, ela descreveu o incidente em Portugal como “muito lamentável”, já que o barco afundou após a interação.
‼️LISBON, PORTUGAL: ORCAS SANK A SAILBOAT!
— Alex B. (@maisumcarneiro) September 13, 2025
Another sailboat was attacked and sank by orcas, on the portuguese coast, nearby Lisbon (Costa da Caparica).
This has been happening for a while now, as this is the third sank boat in one year. The first one was at Gibraltar, the second… pic.twitter.com/S7nOPM3gSX
Como evitar interações prolongadas
Os especialistas oferecem orientações para velejadores. Segundo Stephanis, parar o barco, como recomendam algumas autoridades portuguesas, é contraproducente. “As orcas se interessam por energia cinética e interagem com objetos em movimento. Se o barco para, o leme se torna uma presa fácil, e a interação pode durar mais”, disse.
Stephanis recomenda manter o curso e a velocidade, de forma segura, para que as orcas percam o interesse mais rapidamente.
Andvik sugere que os velejadores baixem as velas, liguem o motor e naveguem rapidamente em direção à costa, preferencialmente em águas rasas, onde as orcas são menos comuns. Ela também aconselha evitar mexer no leme para não incentivar a “brincadeira”.
As orcas são os principais predadores dos oceanos, capazes de caçar desde filhotes de baleias jubarte até tubarões brancos e baleias azuis, os maiores animais do planeta. Elas atacam presas a até 56 km/h, mordendo e bloqueando seus respiradouros até que se afoguem.
Apesar disso, humanos não são alvos. “Elas são muito inteligentes e não confundem humanos com presas. Conseguem distinguir que não somos baleias, focas ou peixes”, afirmou Andvik, alertando, porém, que em situações de caça, um humano na água poderia ser ferido acidentalmente por se colocar no caminho das orcas.






