Cheia histórica atinge pesqueiro em Rochedo e causa estragos em várias cidades de MS
- porRedação
- 05 de Fevereiro / 2026
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Um pesqueiro localizado em Rochedo, a cerca de 80 quilômetros de Campo Grande, registrou a maior cheia dos últimos 25 anos após o forte temporal que atinge Mato Grosso do Sul desde o último domingo (1º). A propriedade, situada às margens do Rio Aquidauana, teve o nível da água avançando aproximadamente 100 metros, alcançando áreas de acesso às casas e o quintal.
De acordo com o proprietário, Magno Mariola Eugênio, a água invadiu completamente as residências, alagando móveis e causando prejuízos ainda incalculáveis. “Acho que o rio ainda vai subir mais. Não tem pessoas nas casas, mas os móveis estão todos alagados; não deu para tirar nada. A última cheia grande na região foi em 2001”, relatou.
Na manhã desta quinta-feira (5), ainda chovia em Rochedo. Segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), o município registrou 17,6 milímetros de precipitação nas últimas 24 horas, o que contribui para a manutenção do nível elevado dos rios da região.
Cidades de MS enfrentam estragos
Os impactos do temporal se espalham por diversos municípios de Mato Grosso do Sul. Em Corguinho, cidade vizinha a Rochedo, a situação é considerada crítica. O município acumulou 315 milímetros de chuva em apenas 72 horas, volume classificado como histórico. Os principais danos foram registrados nas estradas vicinais, e a prefeitura decretou estado de emergência. Nesta quinta-feira, equipes realizam o levantamento oficial dos prejuízos.
Na região de Taboco, área rural entre Rio Verde e Corguinho, famílias afetadas pela enchente fazem um apelo por doações de alimentos, kits de higiene e roupas femininas e masculinas. O aumento do nível do rio deixou várias casas submersas, forçando moradores a deixarem suas residências.
Em Rio Negro, a Defesa Civil contabiliza os danos provocados pelas chuvas intensas, que causaram impactos severos em pontes da área rural, deixando famílias isoladas. Na Ponte Nova, que dá acesso a balneários e indústrias, a queda da cabeceira gerou alerta para riscos de acidentes. A recomendação é evitar a travessia até que a estrutura seja recuperada.
Já em Aquidauana, o rio transbordou e invadiu áreas públicas da cidade. O campo de futebol da Rua Teodoro Rondon, no bairro Guanandi, ficou completamente alagado. Mesmo com os riscos, crianças e adolescentes foram vistos brincando no local, que se transformou em uma grande área de água acumulada.
Em São Gabriel do Oeste, o volume de chuva chegou a 130,2 milímetros em apenas 24 horas. Nos últimos quatro dias, o acumulado já ultrapassa mais que o dobro da média esperada para o período. A chuva intensa provocou estragos em ruas e acessos da cidade. Vídeos enviados ao Jornal Midiamax pelo prefeito Leocir Montagna (PSD) mostram uma enxurrada às margens da BR-163, que alagou uma das entradas do município na manhã desta quinta-feira.
As autoridades seguem em alerta e monitoram a situação, enquanto a população é orientada a evitar áreas alagadas e seguir as recomendações da Defesa Civil.






