Cezário acusa FFMS de omissão de documentos e requer novamente retorno ao cargo na Justiça

| Créditos: Henrique Kawaminami/Campo Grande News


O ex-presidente da Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul (FFMS), Francisco Cezário de Oliveira, deu seguimento à sua batalha na Justiça para tentar anular a assembleia que o destituiu do cargo em outubro de 2024.

Em um novo pedido judicial, a defesa de Cezário alega que a FFMS não apresentou documentos exigidos pelo magistrado. Os advogados sustentam que a omissão comprovaria a arbitrariedade do processo de destituição, realizado sem o devido processo legal, contraditório e quórum adequado, solicitando, assim, a suspensão imediata dos efeitos da assembleia e seu retorno à presidência.

Cezário, que comandou a entidade por 28 anos, foi preso duas vezes em 2024 durante a Operação Cartão Vermelho, do Gaeco, sob a acusação de desvio de R$ 10 milhões e outros crimes. Ele segue em liberdade provisória, monitorado por tornozeleira eletrônica.

A FFMS, por sua vez, defende a legalidade da destituição. A entidade anexou trechos do processo criminal para justificar a medida, apontando atos de má gestão revelados na Operação, como a transferência de mais de R$ 2 milhões para parentes, omissão de informações de balanços financeiros e falsificação de carimbos. Após sua saída, Estevão António Petrallas foi eleito o novo presidente.

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