“Cena de terror”: comerciantes relatam choque após assassinato de empresário em salgaderia de Campo Grande

A morte do empresário André Luiz Mitidiero, ocorrida na tarde desta quarta-feira (21), causou choque e comoção entre comerciantes, funcionários e moradores da região do Jardim Imá, em Campo Grande. O crime aconteceu dentro da própria salgaderia de André, localizada na Avenida Júlio de Castilho, e foi descrito por testemunhas como uma “cena de terror”.

André foi assassinado pelo gerente de cozinha do estabelecimento, Eduardo da Silva Araújo, de 32 anos. Após desferir diversos golpes de faca contra o patrão, Eduardo feriu a si mesmo no peito e morreu ainda no local, apesar das tentativas de reanimação realizadas pelo Corpo de Bombeiros.

Um comerciante vizinho, que preferiu não se identificar, relatou os momentos de pânico vividos logo após o ataque. Segundo ele, os gritos chamaram a atenção de quem estava nos arredores. “Eu tinha acabado de voltar do almoço quando ouvi os gritos. Entrei e parecia uma cena de guerra. Os dois estavam no chão, muito sangue, e os bombeiros tentando salvar o Eduardo”, contou.

Ainda de acordo com o relato, uma funcionária também ficou ferida ao tentar intervir na agressão. O episódio foi ainda mais traumático porque o empresário havia chegado ao local acompanhado do filho pequeno, que presenciou parte da cena. “Uma funcionária conseguiu pegar a criança e sair rapidamente para evitar que ele visse tudo. Foi muito triste”, disse o comerciante.

Conhecido na região, André era visto como uma pessoa tranquila e trabalhadora. Colegas de profissão afirmam que o crime foi totalmente inesperado. “Éramos parceiros, comerciantes vizinhos. O André era gente boa, honesto, sempre ajudava todo mundo. O Eduardo também parecia tranquilo. Nada indicava que algo assim pudesse acontecer”, relatou.

A comoção se espalhou rapidamente pelas redes sociais, onde amigos e conhecidos lamentaram a morte repentina do empresário e prestaram solidariedade à família. Mensagens destacam a incredulidade diante da violência e o desejo de conforto aos familiares, especialmente aos filhos deixados por André.

As investigações apontam que o crime teria sido premeditado. Conforme a Polícia Civil, a principal linha apurada é de que Eduardo teria cometido o assassinato por ciúmes da ex-esposa, que também trabalhava no estabelecimento. Havia a suspeita de um suposto envolvimento entre ela e o empresário, hipótese que ainda está sendo analisada. O casal estava separado desde dezembro.

Segundo o delegado responsável pelo caso, André foi atacado de surpresa, sem qualquer discussão prévia. Ele teria sido atingido por cerca de dez facadas em diferentes partes do corpo. Durante o ataque, testemunhas afirmaram que o empresário chegou a gritar o nome do agressor.

A polícia também apura indícios de que a faca utilizada no crime tenha sido comprada especificamente para a execução do homicídio, o que reforça a suspeita de premeditação.

O caso segue sob investigação e reacende o debate sobre violência no ambiente de trabalho, deixando uma marca profunda de tristeza e revolta entre familiares, amigos e a comunidade local.
 

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