Carreta da Justiça leva serviços do Judiciário a mais de 7,5 mil pessoas em 27 cidades de Mato Grosso do Sul
- porRedação
- 14 de Janeiro / 2026
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Os números reforçam a importância do projeto como ferramenta de inclusão e cidadania, principalmente em localidades menores, onde o acesso à Justiça costuma ser mais limitado. Somente os servidores do Judiciário realizaram 3.111 atendimentos diretos, com maior concentração em Ladário, Santa Rita do Pardo e Guia Lopes, que lideraram o volume de demandas.
Entre os serviços mais procurados estiveram os relacionados à regularização da vida civil e familiar. O reconhecimento de união estável e sua conversão em casamento somaram 814 atendimentos, seguidos pelos pedidos de divórcio, com 166 registros, e pelas ações de pensão alimentícia, que chegaram a 78. Também houve procura por dissolução de união estável, reconhecimento de paternidade, retificação e registro tardio de documentos, além de ações de guarda, exames de DNA, cobranças, curatela e reconhecimento de paternidade socioafetiva.
No fluxo de pessoas atendidas, os destaques foram os municípios de Guia Lopes, Rochedo, Paraíso das Águas e Paranhos, que juntos concentraram milhares de atendimentos ao longo das passagens da unidade móvel.
O trabalho da Carreta da Justiça foi ampliado com a participação de outros órgãos. A Defensoria Pública realizou 825 atendimentos no mesmo período, garantindo orientação e assistência jurídica à população. Já em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral, foram oferecidos serviços da Justiça Eleitoral em cinco municípios, totalizando 141 atendimentos voltados a regularização de títulos e outras demandas.
Somando todas as frentes de atuação, a iniciativa alcançou 7.576 pessoas em diferentes regiões do Estado, consolidando-se como um dos principais instrumentos de democratização do acesso à Justiça em Mato Grosso do Sul.
A Carreta da Justiça funciona como um fórum itinerante, capaz de julgar ações cíveis, criminais e de juizados especiais nos municípios do interior. De forma gratuita, oferece desde orientações jurídicas até a formalização de acordos e ações judiciais, garantindo que direitos fundamentais cheguem até comunidades que, muitas vezes, não contam com estrutura permanente do Judiciário.






