Caravana da Castração atende pets em Campo Grande e amplia acesso a cuidados veterinários
- porRedação
- 16 de Março / 2026
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A cadela Amora, de apenas um ano, foi uma das primeiras a chegar no sábado (14) ao Parque Tarsila do Amaral, no bairro Nova Lima, em Campo Grande. Ao longo do dia, dezenas de cães e gatos participaram da etapa campo-grandense da Caravana da Castração, iniciativa da Superintendência de Políticas Integradas de Proteção da Vida Animal, vinculada à Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura de Mato Grosso do Sul.
O projeto integra as políticas estaduais de proteção e bem-estar animal e tem como objetivo ampliar o acesso da população a serviços veterinários, além de contribuir para o controle populacional de cães e gatos. Na Capital, a ação marca o encerramento do primeiro ciclo do programa, que já soma cerca de 20 mil animais castrados, microchipados e medicados gratuitamente.
A tutora de Amora, Terezinha, explicou que aguardou o momento adequado para realizar o procedimento. “Esperei ela passar pelo primeiro cio. O veterinário do bairro explicou que esse é o momento ideal para a castração. Depois soube das vagas da Caravana, fizemos a inscrição e agora vamos realizar o procedimento. Espero que dê tudo certo”, contou.
A etapa realizada no parque segue até 20 de março e prevê cerca de 700 castrações. No total, a Caravana pretende atender 1.700 animais em diferentes regiões de Campo Grande.
Segundo o superintendente da Suprova, Carlos Eduardo Rodrigues, o programa já passou por 62 municípios de Mato Grosso do Sul e se tornou uma importante política pública de apoio aos tutores e às cidades. “Além de atender a demanda da população, a Caravana auxilia municípios que muitas vezes não possuem clínicas veterinárias e contribui para reduzir o abandono e controlar doenças como a leishmaniose”, explicou.
Outro exemplo foi Kiara, cadela de dois anos que também participou da ação. A tutora, Alessandra, comemorou a oportunidade de realizar o procedimento gratuitamente. Após a cirurgia, a cadela saiu castrada, microchipada, medicada e com suporte veterinário 24 horas para o pós-operatório.
Em clínicas particulares, a castração pode custar entre R$ 300 e R$ 800, dependendo do porte do animal. Por isso, a iniciativa pública tem grande impacto social ao ampliar o acesso da população aos cuidados veterinários.
Para o secretário-adjunto da Setesc, Alessandro Menezes de Souza, o projeto atende principalmente famílias que muitas vezes não conseguem arcar com os custos do procedimento. “É uma política pública de cuidado e responsabilidade com os animais. Muitas famílias têm seus pets como parte da família e precisam desse serviço”, destacou.
Na Capital, a ação conta ainda com o apoio da Superintendência de Bem-Estar Animal e da Prefeitura de Campo Grande, responsável pela organização logística e controle das vagas.
Como fazer o agendamento
O agendamento é realizado exclusivamente pela internet, por meio do sistema SigPet. Primeiro, o tutor deve cadastrar o animal na plataforma. Depois, é necessário acessar novamente o sistema dentro do período correspondente à sua região para garantir a vaga.
O cadastro prévio não garante atendimento automático. O tutor precisa concluir a etapa de agendamento para receber data, horário e local do procedimento.
Calendário da Caravana em Campo Grande
Períodos de agendamento
Região Central (Cidade do Natal): 19 a 20 de março
Rochedinho: 21 a 22 de março
Anhanduí: 23 a 25 de março
Região Bandeira/Moreninhas (Estádio Jacques da Luz): 28 a 30 de março
Execução dos atendimentos
Parque Tarsila do Amaral: 14, 15, 17, 18, 19 e 20 de março – 600 vagas
Cidade do Natal (COP 15): 22 de março – 100 vagas
Rochedinho: 23, 24 e 25 de março – 200 vagas
Anhanduí: 26, 27 e 28 de março – 200 vagas
Estádio Jacques da Luz – Moreninhas: 31/03, 01/04, 02/04, 03/04, 06/04, 07/04, 08/04, 09/04 e 10/04 – 600 vagas
O microchip implantado nos animais funciona como um identificador eletrônico, semelhante a um RG do pet, contendo os dados do tutor. A tecnologia ajuda a combater o abandono e fortalece a responsabilização em casos de maus-tratos.
Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (67) 3316-9192 (Suprova) e (67) 2020-1397 (Subea).






