Campanha de Flávio vê aproximação de Lula e prepara contra-ataque

| Créditos: Getty Images


A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República reconhece que o presidente Lula se aproximou nos últimos dias, impulsionado por manifestações de rua e por uma série de medidas populares às vésperas da eleição.

Entre os integrantes da oposição, a preocupação se concentra no uso contundente da máquina pública e na aliança do governo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que teme perder o cargo com a nova composição do Senado em fevereiro do ano que vem.

Para tentar reverter esse momento favorável ao petista, a estratégia é antecipar a discussão sobre a redução da maioridade penal e levá-la ao debate da PEC da Segurança Pública, em votação hoje no Senado. A avaliação é que se trata de um tema de forte apelo popular e favorável ao campo da direita, capaz de recolocar a segurança no centro da agenda e de desviar o foco da pauta do fim da escala 6x1. A expectativa é que os governistas atuem para barrar o assunto na sessão.

A emenda que altera a PEC da Segurança para também diminuir a maioridade penal de 18 para 16 anos e, em crimes graves, para 14, foi apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL/RN) coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro.

Embora as pesquisas públicas apontem empate técnico entre Flávio e Lula, com o senador numericamente à frente, os levantamentos internos da campanha mostram uma vantagem um pouco maior. Nada, porém, que traga tranquilidade, segundo fontes da cúpula, numa eleição tão disputada.

Na quarta (14), em Porto Alegre, Flávio votou remotamente a favor da PEC do fim da escala 6x1 e decidiu comparecer ao debate de domingo na TV Bandeirantes, para evitar oferecer novas munições à campanha petista. Internamente, a campanha afirma ter crescido entre as mulheres e no Nordeste.

Por isso, no fim de semana e no início da próxima, o candidato vai concentrar a agenda nas regiões Norte e Nordeste, com visitas à Bahia e ao Amazonas. O grande foco, no entanto, é o ato na avenida Paulista, no domingo (18).

Na semana que vem, a última antes do segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro, a expectativa é de tensão máxima. A preocupação da campanha se volta para possíveis novas medidas do governo e para eventuais decisões do Supremo e da Polícia Federal.

Compartilhe: