Câmaras de MS ampliam gastos com diárias e despesas superam R$ 11 milhões em um ano
- porRedação
- 02 de Fevereiro / 2026
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Entroncamento na Avenida Mato Grosso com um ipê branco florido. | Créditos: Foto: Ana Paula Fernandes/PMCG
Sete Câmaras Municipais de Vereadores de Mato Grosso do Sul concentraram gastos superiores a R$ 11,6 milhões com pagamento de diárias ao longo de 2025. Levantamento realizado a partir dos Portais da Transparência das 79 Casas de Leis do Estado aponta que, em quatro municípios, o aumento dessa despesa entre 2024 e 2025 ultrapassou meio milhão de reais.
As diárias custeiam deslocamentos de vereadores e servidores para fora do município, incluindo despesas com transporte, hospedagem e alimentação. Os valores variam conforme critérios definidos por cada Câmara, como cargo do beneficiário e distância percorrida. As viagens costumam ser justificadas por participação em cursos de capacitação, eventos partidários e agendas institucionais em Campo Grande ou no Distrito Federal.
A Câmara Municipal de Chapadão do Sul lidera o ranking de gastos. Em 2025, o Legislativo local desembolsou cerca de R$ 2,48 milhões em diárias, valor aproximadamente R$ 745 mil superior ao registrado em 2024. Em segundo lugar aparece Maracaju, com despesas de R$ 1,92 milhão, aumento de mais de R$ 654 mil em relação ao ano anterior.
Também figuram entre as câmaras com maiores gastos Bonito, Costa Rica, Bela Vista e Dourados. Juntas, essas sete Casas de Leis concentraram a maior parte das despesas com diárias no Estado durante o período analisado.
Na outra ponta do levantamento, quatro câmaras gastaram menos de R$ 100 mil com diárias em 2025. Ribas do Rio Pardo registrou o menor valor, pouco mais de R$ 4 mil, seguido por Terenos, Campo Grande e Tacuru. Em alguns desses municípios, houve redução significativa em comparação com 2024, como em Terenos, onde a despesa caiu mais de R$ 280 mil.
Procuradas para se manifestar, algumas câmaras encaminharam notas explicando os gastos. A Câmara de Dourados afirmou que as diárias têm caráter indenizatório, possuem amparo legal e são fiscalizadas por controle interno e pelo Tribunal de Contas do Estado. Já a Câmara de Água Clara destacou que os deslocamentos resultaram na obtenção de emendas parlamentares para o município, defendendo que os gastos representam investimento com retorno à população.
O levantamento foi elaborado com base em informações públicas e permanece aberto para atualização, caso outras Casas de Leis optem por se posicionar sobre os dados apresentados.






