Câmara rejeita moção de protesto contra grito violento entoado por policiais durante treinamento
- porRedação
- 05 de Agosto / 2025
- Leitura: em 7 segundos

| Créditos: Divulgação/Assessoria
A Câmara Municipal de Campo Grande rejeitou, por 20 votos a 4, uma moção de protesto proposta pela vereadora Luiza Ribeiro (PT) contra um grito de guerra entoado por policiais militares durante um treinamento. O debate, ocorrido na primeira sessão ordinária do segundo semestre de 2025, dividiu opiniões entre críticas ao teor violento da letra e defesa da corporação.
O grito em questão inclui frases como "bate na cara, espanca até matar", "arranca a cabeça dele e joga ela pra cá" e "o interrogatório é muito fácil de fazer. Eu pego o vagabundo e bato nele até morrer", além de se referir à PM de Mato Grosso do Sul como "a tropa que cancela CPF".
Luiza Ribeiro afirmou que a proposta não era contra a PM, mas contra os excessos. "Apoiamos a polícia, mas eles erraram. Não podemos normalizar a violência. Mato Grosso do Sul já teve pico de 390 mortes com intervenção militar", disse.
Opositores, como Rafael Tavares (PL) e Ana Portela (PL), acusaram a moção de "defender bandidos". Já Herculano Borges (Republicanos) e Junior Coringa (MDB) argumentaram que o grito ocorreu em ambiente fechado e que a PM atua com eficiência, especialmente em região de fronteira.
Landmark (PT) defendeu a discussão, afirmando que o foco deveria ser a formação dos novos policiais: "Não se trata de ser contra a corporação, mas de questionar o que está sendo ensinado".
A proposta foi arquivada após a votação majoritariamente contrária.






