Câmara encaminha pedidos de afastamento de 15 deputados por conduta irregular
- porRedação
- 10 de Agosto / 2025
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Motta foi barrado por deputados, mas conseguiu presidir sessão na Câmara após negociação | Créditos: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados enviou à Corregedoria da Casa pedidos de afastamento por até seis meses de 14 parlamentares da oposição, envolvidos em protestos no Congresso, e de uma deputada acusada de agressão. A decisão, tomada após reunião na sexta-feira (8), ainda depende de análise do Conselho de Ética.
Deputados envolvidos
A maioria dos parlamentares citados pertence ao PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, e ao Novo. Eles são acusados de obstruir a retomada dos trabalhos legislativos durante ocupação da Mesa Diretora. A deputada Camila Jara (PT-MS) é investigada por suposta agressão ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
A lista inclui:
Marcos Pollon (PL-MS)
Zé Trovão (PL-SC)
Júlia Zanatta (PL-SC)
Marcel van Hattem (Novo-RS)
Paulo Bilynskyj (PL-SP)
Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)
Nikolas Ferreira (PL-MG)
Zucco (PL-RS)
Allan Garcês (PL-TO)
Caroline de Toni (PL-SC)
Marco Feliciano (PL-SP)
Bia Kicis (PL-DF)
Domingos Sávio (PL-MG)
Carlos Jordy (PL-RJ)
Camila Jara (PT-MS)
Processo de análise
As denúncias serão avaliadas pela Corregedoria, que examinará imagens e depoimentos antes de enviar os casos ao Conselho de Ética para votação.
Acusações e defesas
O PT, PSB e PSOL acusam Zé Trovão de tentar impedir fisicamente o retorno do presidente da Câmara, Hugo Motta. Júlia Zanatta é criticada por levar sua filha de quatro meses ao plenário durante os protestos. Já Paulo Bilynskyj é acusado de ocupar a Mesa Diretora e agredir o jornalista Guga Noblat.
Marcos Pollon alega, em redes sociais, que sua conduta foi influenciada por autismo, afirmando que sentou-se na cadeira de Motta para pedir orientação a Van Hattem. Este, por sua vez, negou irregularidades e classificou possíveis punições como "golpe".
Quanto a Camila Jara, sua assessoria nega agressão e descreve o incidente como um "empurra-empurra" após Nikolas Ferreira ter se aproximado dela.
A decisão da Mesa Diretora ocorreu após pedidos formais de partidos, incluindo um ofício do líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), solicitando a suspensão de cinco deputados bolsonaristas.






