Brasileira é condenada a 10 anos de prisão por participação em duplo homicídio nos EUA

A brasileira Juliana Peres Magalhães, que trabalhava como babá nos Estados Unidos, foi condenada a 10 anos de prisão por envolvimento em um plano que resultou na morte de duas pessoas no estado da Virgínia. A sentença foi anunciada nesta sexta-feira (13) pela juíza Penney Azcarate.

Juliana havia firmado um acordo com a Justiça norte-americana em 2024, no qual confessou culpa por homicídio culposo e aceitou colaborar como testemunha contra Brendan Banfield, com quem mantinha um relacionamento extraconjugal. Apesar da cooperação, a magistrada classificou o caso como um dos mais graves do tipo já analisados pelo tribunal e determinou a pena de 10 anos de prisão, além de dois anos suspensos.

No julgamento, Banfield foi considerado culpado pelas mortes da esposa, Christine Banfield, de 37 anos, e de Joseph Ryan, de 38. Ex-agente especial do fisco dos Estados Unidos, ele teria planejado o crime com Juliana poucos meses após iniciar o relacionamento com a brasileira, que morava na residência da família e cuidava da filha do casal.

Plano com perfil falso

Segundo o depoimento de Juliana, os dois criaram um perfil falso na internet se passando por Christine. A partir dessa conta, atraíram Joseph Ryan, que acreditava estar indo a um encontro sexual combinado. A falsa identidade sugeria uma fantasia envolvendo violência, e Ryan foi orientado a levar uma faca até a residência.

Em 24 de fevereiro de 2023, Ryan foi até a casa dos Banfield e teve contato com Christine, que não tinha conhecimento do plano. Juliana permaneceu do lado de fora, dentro de um carro, e ligou para Banfield informando sobre um suposto “intruso”, conforme a estratégia combinada.

De acordo com o relato apresentado em tribunal, Banfield entrou na casa e atirou em Ryan para simular que havia defendido a esposa. Em seguida, teria esfaqueado Christine no pescoço para tentar fazer parecer que o crime havia sido cometido por Ryan.

Juliana foi presa oito meses depois e esperava cumprir apenas o período já passado na prisão em razão do acordo firmado com a promotoria. A defesa de Banfield alegou que ela teria inventado a versão apresentada para reduzir a própria pena, mas o júri o condenou por duplo homicídio. A Justiça decidiu aplicar também à brasileira uma pena considerada severa, diante de sua participação no planejamento do crime.

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