Brasil contesta acusação dos EUA e destaca atuação contra trabalho forçado
- porRedação
- 22 de Julho / 2026
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| Créditos: Foto: divulgação MPT/MS
O Brasil passou a ser alvo de novas críticas do governo dos Estados Unidos, que avalia aplicar uma sobretaxa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros sob a alegação de que o país não impediria a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
A acusação é contestada pelo governo brasileiro e por especialistas, que apontam o país como referência internacional no combate ao trabalho análogo à escravidão e na fiscalização das relações de trabalho.
A possível nova tarifa se soma à alíquota de 25% que começou a ser aplicada nesta quarta-feira (22) a parte das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano. A medida é justificada pelos Estados Unidos por uma série de alegações relacionadas às práticas comerciais e políticas brasileiras.
O governo brasileiro considera as medidas injustas e avalia utilizar a Lei da Reciprocidade como resposta. A expectativa é que a nova sobretaxa de 12,5% seja anunciada nos próximos dias, podendo elevar a tributação sobre determinados produtos brasileiros para até 37,5%, caso as cobranças sejam cumulativas.
O debate sobre o trabalho forçado ganhou espaço a partir de um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que analisa políticas de dezenas de países e da União Europeia. O documento questiona a eficácia das medidas adotadas por algumas economias para impedir a importação de produtos associados a esse tipo de exploração.






