BR-262 terá 20 radares e outras medidas para proteger fauna pantaneira
- porRedação
- 08 de Dezembro / 2025
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| Créditos: Divulgação/PMA
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) está implementando um pacote de medidas na BR-262, no trecho que cruza o Pantanal de Mato Grosso do Sul, visando a proteção da fauna silvestre e o cumprimento de exigências ambientais.
Com o objetivo de reduzir o alto índice de atropelamentos de animais na via, serão instalados 20 novos radares em pontos críticos.
🛣️ Obras de Mitigação
Além dos dispositivos de controle de velocidade, o projeto inclui diversas intervenções físicas ao longo dos 284 quilômetros considerados críticos:
Telas de Proteção: Instalação de 170 km de cercas condutoras em 18 pontos, visando direcionar os animais para locais seguros de travessia. As novas telas substituirão estruturas antigas.
Passagens de Fauna: Construção de dez novas passagens subterrâneas e sete passagens aéreas, além da modernização de bueiros e instalação de passarelas.
Limpeza da Vegetação: Remoção da vegetação em uma faixa de 284 km da rodovia. A ação tem a dupla finalidade de aumentar a visibilidade para os motoristas e combater uma planta invasora que ameaça a paisagem local, além de reduzir o risco de incêndios.
Acessos: Instalação de 58 acessos com gradil metálico para prevenir a quebra das cercas por moradores.
📅 Histórico e Prazos
A rodovia opera sem licença de funcionamento desde 2014, e sua regularização está condicionada ao atendimento das exigências do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Monitoramentos anteriores do Ibama indicaram a necessidade de pelo menos 22 equipamentos de fiscalização eletrônica. Dados mostram um aumento preocupante na mortalidade de animais: a média diária de atropelamentos saltou de 1,67 em 2011 para 10,5 em 2021, com 3.833 carcaças registradas em um período de 12 meses (dez/2020 a nov/2021). Espécies como jacarés, tatus e cachorros-do-mato estão entre as maiores vítimas, mas animais ameaçados como tamanduá-bandeira e onça-pintada também são atingidos.
Embora o prazo inicial para a conclusão das obras fosse até o final de 2025, o DNIT revisou a previsão, estimando que os trabalhos se estendam por mais dois anos.






