Bombeiro preso por feminicídio da esposa é transferido para a Santa Casa em Campo Grande

| Créditos: Divulgação/PMCG

O subtenente do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, Elianderson Duarte, preso pelo feminicídio da esposa Liliane de Souza Bonfim Duarte, foi transferido para a Santa Casa de Campo Grande.

O militar está preso há cerca de uma semana, após agredir a esposa com golpes de marreta dentro da residência do casal, localizada na Vila Reno, em Ponta Porã. Dias após o ataque, Liliane morreu no Hospital da Vida, em Dourados.

No dia do crime, Elianderson foi perseguido e agredido por moradores da região, que conseguiram contê-lo até a chegada da polícia. Inicialmente, ele foi encaminhado para um hospital particular em Ponta Porã e, na última quinta-feira (5), transferido para o Presídio Militar Estadual.

Transferência por causa de ferimentos

Conforme apurado, o subtenente precisou ser levado à Santa Casa na segunda-feira (10) devido a ferimentos no tornozelo, decorrentes das agressões sofridas quando foi detido por populares após o crime.

Dinâmica do crime

De acordo com o boletim de ocorrência, após agredir a esposa e os filhos, o militar de 45 anos saiu correndo pelas ruas do bairro com duas facas de serra.

Quando a equipe policial chegou ao local, ele já estava contido por moradores, mas ainda bastante alterado. O bombeiro afirmou que teria agido em defesa própria.

Segundo o registro policial, ele alegou que a esposa tentou esfaqueá-lo e que, por isso, pegou uma marreta e a atingiu na cabeça.

Liliane foi socorrida inconsciente por uma equipe do Corpo de Bombeiros, enquanto os filhos do casal — de 13, 15 e 17 anos — foram levados por vizinhos para atendimento médico.

Filhos pediram ajuda na rua

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que os três adolescentes deixam a casa às 17h27 e correm pela rua pedindo ajuda. Pessoas que estavam em um estabelecimento na esquina perceberam a situação e correram para socorrê-los.

Militar pode ser expulso da corporação

Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que Elianderson responde criminalmente na Justiça comum e também a um Processo Administrativo Disciplinar dentro da corporação.

Segundo a instituição, o procedimento poderá resultar em sanções previstas em lei, incluindo a exclusão definitiva do militar das fileiras da corporação

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