Bolsonaro: “14 mil dólares é quase nada perto do que eu tenho no banco”
- porInfoMoney
- 21 de Julho / 2025
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Bolsonaro discursa ao lado de aliados após decisão do STF que o tornou réu no caso da suposta trama golpista | Créditos: EDUARDO F S LIMA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (21) que os US$ 14 mil (mais de R$ 77 mil) apreendidos pela Polícia Federal em sua residência são irrelevantes diante dos recursos que possui em conta bancária. A declaração foi dada em entrevista à jornalista Andréia Sadi, da GloboNews, e ocorre dias após operação da PF no inquérito que investiga suposta influência sobre o presidente americano Donald Trump para interferir no Judiciário brasileiro.
“Você acha que 14 mil dólares é muita coisa?”, disse Bolsonaro. “Eu tenho um bom recurso no banco. No momento, tive lá R$ 17 milhões lá atrás, do Pix, né, caiu bastante. Despesas… e tem um bom recurso. Então, perto do que eu tenho no banco em dinheiro que tá no banco, não é quase nada esses US$ 14 mil.”
Na mesma entrevista, Bolsonaro comentou sobre um pen drive encontrado no banheiro de sua casa, e afirmou ter ouvido que o dispositivo continha “música gospel e foto de família”.
O ex-presidente também voltou a negar qualquer ligação com a tarifa de 50% imposta por Donald Trump a produtos brasileiros. Ele afirmou não ter contatos com autoridades americanas para tentar reverter a medida. “Isso é lá do governo Trump. Não tem nada a ver com a gente. Querem colar na gente os 50%. Mentira”, disse.
As declarações marcam um recuo em relação à fala feita na semana passada, quando Bolsonaro afirmou, em coletiva no Senado, que estaria disposto a ir aos EUA para negociar com Trump — desde que Lula autorizasse e a PF devolvesse seu passaporte. No entanto, desde então, passou a ser alvo de medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, incluindo a apreensão do documento e o uso de tornozeleira eletrônica.
Bolsonaro também desautorizou o filho, deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a representar o governo brasileiro nas tratativas sobre o tarifaço. “Ele não pode falar em nome do governo do Brasil”, afirmou, contrariando fala anterior em que disse que Eduardo liderava as negociações nos EUA.






