Bolsonaristas críticos à gestão de Reinaldo podem fortalecer partido Novo em Mato Grosso do Sul para 2026
- porRedação
- 25 de Setembro / 2025
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Alguns bolsonaristas que se mantêm críticos à corrupção e não apoiaram o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) podem impulsionar o partido Novo nas eleições de 2026 em Mato Grosso do Sul. A sigla mira o deputado federal Marcos Pollon (PL), o mais votado na última eleição, para concorrer ao Governo, e o ex-deputado estadual Capitão Contar (PRTB) como candidato ao Senado.
Segundo o presidente estadual do Novo, Gustavo Scarpanti, convites foram feitos a Pollon e Contar no final do ano passado, mas não houve avanços nas negociações. Ainda assim, o partido mantém esperanças de contar com ambos nas principais disputas majoritárias.
Pollon não participou da filiação de Reinaldo ao PL no último domingo (21) e, em nota, afirmou que pretende concorrer ao governo pelo partido, mesmo com a cúpula do PL já declarando apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP). Outro ausente no ato foi o deputado estadual João Henrique Catan (PL), conhecido por criticar a gestão tucana e o ex-governador.
Enquanto isso, vereadores como Rafael Tavares e André Salineiro, antes críticos à corrupção, já declararam apoio à candidatura de Reinaldo ao Senado, junto ao ex-deputado federal Edson Giroto (PL), condenado em ações da Operação Lama Asfáltica.
O partido Novo, que ainda não conseguiu eleger representantes em Campo Grande nem deputados estaduais, pode ganhar força com a adesão de bolsonaristas que não aceitam a tutela política de Reinaldo, apesar das tentativas de diálogo e defesa de Bolsonaro no Estado.
João Henrique reafirmou que seguirá defendendo uma candidatura de direita própria, destacando que a aliança do governo Riedel com o PT e a dependência de recursos federais podem fortalecer a construção de um projeto político independente para 2026.






