Avanço na medicina: dois novos casos de remissão do HIV são registrados após transplante de células-tronco
- porRedação
- 27 de Julho / 2026
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A comunidade médica e científica divulgou o registro de dois novos casos de remissão prolongada da infecção pelo vírus HIV. Com essas atualizações, o total mundial de pacientes considerados curados ou em remissão de longo prazo passou de 11 para 13. As novidades foram apresentadas durante a 26ª Conferência Internacional de Aids, realizada no Rio de Janeiro.
Os dois indivíduos haviam passado por transplantes de células-tronco no âmbito de tratamentos contra doenças hematológicas graves, como a leucemia. Após os procedimentos, os pacientes puderam interromper a terapia com medicamentos antirretrovirais e mantiveram o vírus em níveis indetectáveis nos exames de acompanhamento.
Um dos casos envolve um jovem diagnosticado com HIV e leucemia agressiva em 2018. Ele passou pelo transplante em 2020 e suspendeu os medicamentos no início de 2025, permanecendo há mais de 14 meses sem sinais de replicação viral. O outro paciente, que também apresentava histórico de hepatite B e um quadro clínico complexo, está há mais de 12 meses sem tomar a medicação e mantém a carga viral indetectável.
Em ambos os casos, as células doadas apresentavam a mutação genética rara chamada CCR5-delta32. Essa alteração impede que as formas mais comuns do HIV consigam invadir as células de defesa do organismo, bloqueando a multiplicação do vírus.
Limitações e acompanhamento contínuo
Apesar dos resultados promissores, pesquisadores e infectologistas ressaltam a necessidade de cautela. Os casos continuam categorizados como remissão sustentada ou possível cura, e os pacientes seguem em monitoramento rigoroso para verificar se a ausência do vírus permanecerá de forma definitiva.
Os especialistas também reforçam que o transplante de células-tronco não se aplica como alternativa terapêutica ampla para a população em geral. Devido aos elevados riscos do procedimento, a intervenção só é realizada em situações específicas, quando o paciente necessita de tratamento contra cânceres de sangue potencialmente fatais. Ainda assim, a observação detalhada desses episódios auxilia no direcionamento de novas estratégias de pesquisa para o combate ao HIV.






