Avanço na Gestão e no Socorro: Campo Grande Integra Plataforma Digital no Samu e Sistema Epidemiológico de Prevenção

| Créditos: Divulgação/PMCG


A gestão de saúde pública em Campo Grande passa por uma fase de reestruturação com o fortalecimento de ferramentas tecnológicas destinadas ao monitoramento de riscos epidemiológicos e à agilização de atendimentos de urgência. As iniciativas buscam reduzir falhas operacionais, otimizar o tempo de resposta das equipes médicas e antecipar possíveis ameaças sanitárias na Capital.

No âmbito dos atendimentos de urgência e emergência, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) dará início à implementação da plataforma digital Ambulink. A ferramenta foi concebida para substituir o preenchimento manual de formulários e a comunicação exclusiva por rádio, centralizando os registros em ambiente virtual. Com o suporte do software, as equipes passarão a contar com geolocalização e rastreamento das ambulâncias em tempo real, além do preenchimento eletrônico das fichas das ocorrências, garantindo maior fluidez nas rotinas da Central de Regulação e das equipes de rua.

O desenvolvimento do sistema resulta de uma parceria articulada no final de 2024 durante uma maratona de inovação (hackathon) promovida pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), unindo estudantes, docentes e órgãos governamentais. A fase de testes já foi concluída, e a estimativa é de que a tecnologia esteja plenamente integrada à rotina dos cerca de 250 profissionais do município nos próximos meses.

Paralelamente às ações na urgência, o trabalho de prevenção e vigilância sanitária ganha reforço por meio das operações do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Campo Grande (CIEVS-CG). A estrutura atua na coleta continuada, no cruzamento de dados e na emissão de alertas precoces para identificar surtos, variações climáticas com impacto na saúde e eventuais emergências epidemiológicas antes que sobrecarreguem o sistema público.

Com a consolidação da análise de dados preditivos e a digitalização das frotas de emergência, a rede municipal de saúde busca alinhar o planejamento estratégico da vigilância com o socorro direto nas ruas, garantindo respostas operacionais mais rápidas e tomadas de decisão baseadas em informações técnicas integradas.

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