ATTMS critica ação policial que resultou na morte da travesti Gabriella em Campo Grande

A ATTMS (Associação de Travestis e Transexuais de Mato Grosso do Sul) emitiu um comunicado na tarde de segunda-feira (16) condenando a ação policial que culminou na morte da travesti Gabriella, no Centro de Campo Grande. A PMMS (Polícia Militar de MS) informou que vai investigar o caso por meio de um procedimento interno.

Segundo a associação, “quatro disparos de arma de fogo não podem ser automaticamente compreendidos como legítima defesa sem uma análise técnica minuciosa”. A coordenadora interina da ATTMS, Manoela Kika Rodrigues Veiga, classificou o episódio como “extermínio de uma pessoa trans” e ressaltou a necessidade de apuração séria e imediata pelos órgãos competentes.

O caso ocorreu durante uma ronda policial, quando a equipe foi atacada por um grupo de pessoas em situação de rua, incluindo Gabriella, que teria tomado a arma de um dos militares. Um segundo agente reagiu, atirando na travesti, que foi atingida no abdômen, na perna direita e no quadril.

Manoela destacou que, embora tomar a arma não seja justificável, o uso desproporcional da força pela polícia precisa ser rigorosamente apurado. Ela também criticou os comentários transfóbicos que surgiram após o caso, afirmando que serão denunciados.

A PMMS declarou ao Jornal Midiamax que um Inquérito Policial Militar (IPM) será instaurado para apurar todas as circunstâncias do fato, seguindo os procedimentos padrão para ocorrências que envolvem disparos de arma de fogo por policiais.

A ATTMS finalizou afirmando que acompanhará o desenrolar das investigações e exigirá transparência, junto à sociedade civil, até que todas as questões sobre o caso sejam devidamente esclarecidas.

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