Assembleia Legislativa barra pedido de explicações sobre repasse milionário à FIEMS
- porRedação
- 23 de Abril / 2026
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| Créditos: Fotos: Giovanni Coletti
A base governista na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul rejeitou, em votação recente, um requerimento que buscava detalhar a transferência de cerca de R$ 7 milhões dos cofres públicos para a Federação das Indústrias do Estado (FIEMS). A proposta, de autoria do deputado Pedro Kemp (PT), visava dar transparência ao uso desse montante e entender as justificativas para o investimento.
Conflito de Prioridades e Fiscalização

| Créditos: Fotos: Giovanni Coletti
O parlamentar autor do pedido criticou duramente a derrubada da matéria, argumentando que o papel institucional do Legislativo é monitorar as ações do Executivo. Kemp destacou a contradição entre o repasse expressivo a uma entidade privada e a atual situação financeira do Estado, que enfrenta gargalos orçamentários em áreas críticas.
Os principais pontos de questionamento incluem:
Atrasos em pagamentos: Relatos de débitos pendentes com unidades hospitalares, fornecedores diversos e o funcionalismo público.
Falta de critérios: A ausência de uma justificativa clara para o destino e a aplicação dos recursos enviados à Federação.
Transparência pública: O impedimento do acesso aos dados, o que, segundo o deputado, fere os princípios da administração pública.
Declarações do Parlamentar
Em seu posicionamento, Kemp reforçou que a cobrança por esclarecimentos é uma obrigação do mandato, especialmente diante de um cenário de restrição fiscal.
"Estamos tratando de recursos da sociedade. O pedido era por transparência, algo simples. Enquanto áreas essenciais sofrem com a falta de verbas, não podemos aceitar a ausência de explicações sobre como esse dinheiro está sendo utilizado", afirmou o deputado.
Mesmo com a negativa do plenário em aprovar o requerimento oficial, o parlamentar assegurou que continuará buscando meios de fiscalizar a aplicação das verbas públicas e cobrando respostas do governo estadual sobre a parceria com a FIEMS. Para ele, o bloqueio das informações apenas amplia as dúvidas sobre a legitimidade da transação.






