Aproximação do teto de cota de exportação para a China leva frigoríficos de MS a concederem férias coletivas

| Créditos: Divulgação/PMCG


O preenchimento de 80% do limite anual de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina autorizadas para exportação à China sem sobretaxa provocou um desaceleramento no ritmo industrial do setor pecuário brasileiro. Para evitar a tarifa adicional de 55% aplicada pelas autoridades chinesas sobre o volume que excede a cota estabelecida, indústrias do setor vêm readequando suas operações, resultando em paralisações temporárias e ajustes no quadro de pessoal em Mato Grosso do Sul.

No estado, as suspensões operacionais atingiram plantas industriais em dois municípios. Em Iguatemi, a unidade da Iguatemi Beef — uma das principais empregadoras locais, com cerca de 700 colaboradores — entrou em férias coletivas. A unidade destina até 95% de seu volume produzido ao mercado externo, prioritariamente ao comprador chinês. Junto à interrupção temporária, foi registrada a demissão de aproximadamente 90 trabalhadores. A estratégia adotada visa conter custos diante da alta no preço do boi gordo e redirecionar os embarques para mercados alternativos, como Estados Unidos, Oriente Médio, Reino Unido e o consumo interno.

Em Campo Grande, a planta da JBS localizada no acesso a Sidrolândia, que conta com um contingente superior a dois mil funcionários, também concedeu férias coletivas de 15 dias aos trabalhadores durante o mês de julho.

O movimento de desaceleração reflete uma tendência nacional verificada em outras regiões produtoras. Unidades fabris nos estados de Mato Grosso e São Paulo também adotaram períodos de férias coletivas recentes. A alíquota suplementar de 55% sobre o volume excedente vigora desde o final de 2025, alterando o planejamento de embarques e o fluxo de abate das empresas com foco no comércio exterior.

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