Após mortes, MS receberá vacina contra chikungunya com prioridade para Dourados
- porRedação
- 23 de Março / 2026
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Mato Grosso do Sul passará a integrar a estratégia de vacinação contra a chikungunya após registrar quatro mortes pela doença em 2026. A solicitação foi feita pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES), diante do avanço da doença em Dourados, especialmente em comunidades indígenas.
As vítimas eram três idosos, de 60, 69 e 73 anos, e um bebê de apenas três meses. Todos viviam na Reserva Indígena de Dourados, considerada a maior reserva urbana do país. Diante do cenário, o envio das doses será direcionado prioritariamente ao município.
Segundo a técnica da Coordenadoria de Imunização, Ana Paula Goldfinger, a gravidade da situação foi determinante para a inclusão do Estado. “A emergência no território indígena reforçou o pedido de resposta rápida, com prioridade para a aldeia”, afirmou.
Casos em alta
Além dos óbitos, o Estado já contabiliza 2.639 casos prováveis de chikungunya em 2026, conforme dados do painel de monitoramento das arboviroses. Em 2025, foram 14.096 casos — número seis vezes maior que o registrado em 2024, evidenciando a escalada da doença.
Vacinação em fase piloto
A vacina contra a chikungunya foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e está na fase 4 de monitoramento, que avalia a efetividade em condições reais.
No Brasil, o imunizante é aplicado de forma controlada em uma estratégia piloto coordenada pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Instituto Butantan.
Equipes já foram enviadas a Mato Grosso do Sul para capacitar profissionais de saúde, com início dos treinamentos nas comunidades indígenas — consideradas as áreas mais vulneráveis no momento.
A expectativa é que, a partir dos resultados dessa fase, a vacinação seja ampliada gradualmente para outras regiões e incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS).






