Anvisa determina recolhimento e proíbe venda de suplementos alimentares por risco à saúde
- porRedação
- 21 de Janeiro / 2026
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a adoção de medidas preventivas contra empresas do setor alimentício, com a suspensão da fabricação, comercialização e o recolhimento de produtos considerados irregulares e com potencial risco à saúde dos consumidores.
A primeira ação atinge a empresa Sylvestre Indústria e Comércio de Insumos Alimentícios LTDA, responsável pelos suplementos da marca Cycles Nutrition. Por decisão da Anvisa, ficam proibidos a fabricação, comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso dos produtos Recover, Shot Ritual e Relax Ritual, todos da linha Cycles Nutrition, em todos os lotes.
De acordo com a agência, os suplementos contêm extratos vegetais que não passaram por avaliação prévia de segurança, procedimento obrigatório previsto na legislação sanitária. A Anvisa ressalta que, mesmo quando derivados de plantas ou frutas tradicionalmente consumidas, esses extratos podem apresentar concentrações elevadas de substâncias capazes de oferecer riscos à saúde, sendo indispensável a comprovação científica de segurança antes da liberação para uso em suplementos alimentares.
A segunda medida envolve a empresa Mushin Serviços e Comércio no Geral LTDA. A Anvisa determinou a proibição da fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso, além do recolhimento dos produtos Fantastic Oat Frutas Vermelhas, Fantastic Oat Banana e Caramelo e Fantastic Oat Maçã e Canela, também em todos os lotes.
Segundo a agência reguladora, os produtos contêm extrato de cogumelo rico em vitamina D, ingrediente que não possui avaliação de segurança aprovada para uso em alimentos. Além disso, foi identificada a veiculação de alegações terapêuticas não autorizadas, como promessas de redução do colesterol LDL e controle dos níveis de açúcar no sangue, o que é vedado pela legislação para produtos alimentícios.
A Anvisa reforça que alimentos e suplementos só podem ser comercializados quando atendem integralmente às exigências legais, garantindo a segurança do consumidor e prevenindo riscos à saúde pública.






