Anunciada para quinta, greve nacional de caminhoneiros pode perder força

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A paralisação nacional de caminhoneiros, articulada principalmente por meio de redes sociais e prevista para iniciar nesta quinta-feira (4), enfrenta considerável divisão e falta de consenso entre os profissionais do setor de transporte rodoviário. O movimento divulgou um conjunto de 18 reivindicações que engloba tanto questões específicas da categoria quanto temas de forte teor político.

Entre os pontos mais controversos está o pedido de anistia total e irrestrita para os indivíduos condenados pelos atos ocorridos em 8 de janeiro. Além disso, a pauta inclui demandas por alterações no serviço público e no Supremo Tribunal Federal (STF).

As reivindicações trabalhistas, como a necessidade de reestruturação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas, a manutenção do piso salarial para caminhões de nove eixos e a isenção de pesagem entre eixos, acabam sendo ofuscadas pelo foco nas bandeiras políticas, de acordo com críticos internos.

A mobilização tem sido questionada por importantes entidades do setor, que apontam a ausência de um processo decisório formal. Segundo representantes, a greve não passou pelo rito obrigatório de assembleias para a deliberação das pautas, o que, para alguns, indica que o caráter do protesto é primariamente político, e não sindical.

Em oposição pública ao chamamento, Wallace Landim, conhecido como "Chorão" e presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), defendeu o direito de protesto individual, mas alertou para a importância de agir com cautela, dada a relevância crucial do transporte rodoviário para a cadeia produtiva e econômica do país.

Apesar da oposição, articuladores como Chicão Caminhoneiro, da União Brasileira dos Caminhoneiros (UBC), anunciaram a intenção de buscar sustentação legal, divulgando a pretensão de protocolar uma ação para formalizar a paralisação em âmbito nacional. O vídeo circulou em grupos políticos alinhados à direita, mas não obteve apoio unânime, com figuras como o deputado Zé Trovão (PL-SC), historicamente ligado à categoria, se manifestando contra a proposta atual.

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