Alvos da Operação Gutemberg teriam apagado aplicativos antes de perícia do Gaeco

| Créditos: Divulgação


Investigadores apuram possível tentativa de eliminar mensagens e outros registros digitais que poderiam contribuir para esclarecer o esquema investigado em Mato Grosso do Sul.

A análise de celulares e de outros dispositivos eletrônicos é uma das etapas importantes da investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). A perícia busca recuperar informações que possam ajudar a esclarecer as relações entre os investigados e o funcionamento do esquema.

A Operação Gutemberg foi deflagrada em julho de 2026 para apurar suspeitas de fraudes em contratos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro. A investigação envolve a venda de livros paradidáticos a prefeituras e possíveis irregularidades em procedimentos relacionados à saúde pública estadual.

Segundo os levantamentos divulgados durante a operação, os contratos investigados movimentaram mais de R$ 27 milhões. A apuração também aponta suspeitas de participação de empresários e agentes públicos na articulação dos negócios.

O trabalho pericial sobre os aparelhos eletrônicos pode contribuir para identificar conversas, transações e outros registros relevantes para a investigação, inclusive informações eventualmente apagadas dos dispositivos.

Os fatos investigados ainda dependem da análise das provas e da tramitação judicial. Os citados no caso têm direito à presunção de inocência, e as acusações deverão ser comprovadas no processo.

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