Aldeia Ofaié inaugura casa de extração de mel e integra tecnologia à tradição

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A comunidade indígena da Aldeia Anodi, na Terra Indígena Ofaié, alcançou um importante avanço em sua cadeia produtiva local com a entrega de uma Casa de Extração de Mel totalmente equipada para o processamento do produto. A iniciativa, que contou com um investimento total de R$ 60 mil, visa modernizar a produção e valorizar a relação ancestral do povo Ofaié com o mel.

A nova estrutura foi coordenada pelo escritório local da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) em Brasilândia, sob a responsabilidade da engenheira agrônoma Francielle Louise Malinowski. O suporte técnico especializado foi fornecido pelas equipes de Apicultura e Agroindústria da Agência.

Detalhes do Investimento e Capacitação

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A agroindústria foi viabilizada por meio do projeto “Implantação de casa de extração de mel na Aldeia Anodi – Terra Indígena Ofaié: O povo do mel”, vinculado a um edital da Fundect/Semadesc/Seaf. A Casa de Extração recebeu equipamentos essenciais, como uma centrífuga elétrica, decantadores e outros materiais necessários para o beneficiamento do mel.

O processo de implementação teve início em dezembro do ano anterior, e o primeiro semestre foi dedicado à aquisição do contêiner adaptado e dos equipamentos. Recentemente, foram concluídas as instalações elétricas e hidráulicas.

Junto à entrega, a equipe da Agraer ofereceu capacitações à comunidade em áreas cruciais, incluindo:

Boas Práticas de Colheita e Beneficiamento do Mel.

Boas Práticas de Higiene em Agroindústrias.

Treinamento específico para o uso seguro dos novos equipamentos, abrangendo todas as etapas, do manejo inicial ao envase e rotulagem.

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Impacto na Produção e Reconhecimento Cultural

A coordenadora Francielle Malinowski destacou que a estrutura representa não apenas tecnologia, mas também um fortalecimento da identidade cultural do "Povo do Mel".

“Levar tecnologia, segurança e boas práticas para esse território é fortalecer essa identidade e permitir que eles avancem na produção com autonomia e qualidade”, afirmou a agrônoma.

A expectativa é de um aumento significativo na capacidade de produção. O apicultor indígena Carlos Coimbra, da Aldeia Anodi, reforçou a relevância dos novos recursos: “Antes de a gente receber os equipamentos, era tudo manual. A produção era pouca e desperdiçava muito mel. Agora, com essas máquinas mecanizadas, vai melhorar muito.”

Carlos Coimbra estimou que a produção anual, que era de aproximadamente 300 a 350 quilos de mel, deve mais que dobrar com a mecanização e o local adequado para a extração, reduzindo o desperdício.

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A iniciativa também desenvolveu um rótulo próprio para o produto, incorporando elementos visuais que representam a cultura Ofaié. Por se tratar de um território indígena, o mel beneficiado será direcionado à própria comunidade por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) na modalidade doação simultânea.

A Agraer acompanha o desenvolvimento da apicultura e meliponicultura na região desde 2021, garantindo o atendimento contínuo às famílias e apoio na execução de projetos para geração de renda e segurança alimentar.

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