Agência de Inteligência aponta avanço de facção como nova ameaça ao estado do MS

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Mato Grosso do Sul (MS) se tornou um ponto de atenção crucial no mapa do crime organizado nacional, enfrentando o que a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) classifica como uma "ameaça tripla".

A Agência confirmou a atuação de três facções criminosas com alcance nacional no estado: o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e, em franco crescimento, o Terceiro Comando Puro (TCP). Este cenário foi apresentado em uma audiência pública no Senado pelo coordenador-geral de análise da ABIN, Pedro de Souza Mesquita.

O alerta máximo da inteligência recai sobre a expansão do TCP no território sul-mato-grossense e em nível nacional. O relatório aponta que a facção, originária do Rio de Janeiro, está se movimentando para ocupar os espaços deixados pelo PCC, que direciona seu foco para uma atuação cada vez mais transnacional e sofisticada.

Segundo a análise, o TCP tem replicado táticas do CV, seu grupo rival, oferecendo aos grupos regionais acesso a redes logísticas de armas e drogas, uma estratégia que impulsiona sua proliferação em diversos estados, incluindo RJ, ES, MG, GO, BA, CE, AP, AC, MS e RS.

O PCC, o CV e o TCP são os únicos três grupos criminosos com capacidade de atuação em todo o território nacional, de um total de 31 organizações mapeadas. A fronteira de MS com países como Paraguai e Bolívia, além da divisa com cinco estados brasileiros, é considerada um fator estratégico fundamental para as operações e a internacionalização dessas facções. A ABIN concluiu que, atualmente, todo enfrentamento violento entre organizações criminosas no país envolve o Comando Vermelho.

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