Aeroporto de Campo Grande registra queda de 9,6% nas decolagens após privatização

| Créditos: Divulgação/PMCG


Dois anos após a concessão à empresa espanhola Aena, o Aeroporto Internacional de Campo Grande (MS) registrou uma redução de 9,6% no número de decolagens comerciais. A queda inverteu a lenta recuperação que vinha ocorrendo após a pandemia.

Enquanto a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) contabilizou 10.004 partidas entre janeiro e outubro de 2023 (antes da Aena assumir), esse número recuou para 9.040 no mesmo período de 2025.

Em contraste com a redução da oferta de voos, o fluxo de passageiros no terminal aumentou 5,2% no mesmo intervalo, passando de 1,242 milhão para 1,307 milhão de pessoas. Essa disparidade resultou em voos mais lotados, elevando a taxa de ocupação dos assentos para um recorde histórico de 83,4%.

A Aena havia prometido aumentar a disponibilidade de viagens, mas a tendência atual mostra o contrário. Uma das justificativas apresentadas para a diminuição é a restrição operacional de horários (entre 23h e 5h) imposta pelas obras de reforma em andamento, as quais têm previsão de término para abril e incluem a instalação de três pontes de embarque até meados de 2026.

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