Adriane sanciona lei que proíbe murta em Campo Grande para proteger citricultura

| Créditos: Foto: Reprodução/Wikipédia


A prefeita Adriane Lopes (PP) sancionou a lei que proíbe o plantio, comércio, transporte e produção da murta (Murraya paniculata) em Campo Grande. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Município (Diogrande) nesta terça-feira (22), mais de um mês após aprovação pela Câmara Municipal.

Com a sanção, Campo Grande se alinha à legislação estadual, que já proibia a planta por ser hospedeira da bactéria causadora do greening (HLB), uma das doenças mais destrutivas da citricultura. Segundo o secretário estadual de Meio Ambiente, Jaime Verruck, a Capital tem a maior concentração da espécie no Estado.

A nova lei prevê multa de R$ 1 mil para quem plantar, comercializar ou transportar mudas da planta. A prefeitura deve elaborar um plano de erradicação e substituição da murta por espécies adequadas ao ecossistema urbano. O município poderá firmar convênios com órgãos públicos e privados para apoiar ações de remoção e campanhas de conscientização.

Apesar da lei estadual sancionada pelo governador Eduardo Riedel (PSDB), a regulamentação é de responsabilidade dos municípios. Campo Grande se junta a cidades como Três Lagoas e Dois Irmãos do Buriti, que já adotaram medidas semelhantes.

A proibição busca proteger os investimentos no setor citrícola, que já somam R$ 2,1 bilhões e impulsionam a criação de até 30 mil hectares de laranjais em Mato Grosso do Sul.

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