Acordo evita despejo de conselheiro do TCE-MS envolvido em ação de dívida milionária e processos criminais
- porRedação
- 16 de Julho / 2025
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O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), Waldir Neves, evitou a desocupação de uma mansão de luxo no condomínio Damha I, em Campo Grande, após fechar um acordo com os antigos proprietários. O juiz Maurício Petrauski havia determinado um prazo de 30 dias para a desocupação devido ao não pagamento de parcelas do imóvel, avaliado em R$ 2,76 milhões.
Segundo a ação de reintegração de posse, Neves devia R$ 1,5 milhão. O acordo estabelece o pagamento de R$ 1,9 milhão, dividido em entrada de R$ 200 mil, 12 parcelas mensais de R$ 50 mil e o restante até agosto de 2026. O processo ficará suspenso por um ano, mas poderá ser retomado caso o acordo não seja cumprido.
O imóvel foi vendido à empresa Walf Agropecuária, da qual Neves é sócio. O pagamento original previa parcelas mensais, mas os proprietários alegam que os repasses foram interrompidos após atrasos.
Além do processo civil, Waldir Neves enfrenta acusações criminais. O Ministério Público Federal (MPF) o denunciou por corrupção e lavagem de dinheiro na operação Terceirização de Ouro. Ele foi afastado do cargo por dois anos e cinco meses, mas retornou em maio por decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes.
Recentemente, o ministro do STJ Francisco Falcão pediu novo afastamento, citando indícios de envolvimento em esquemas de corrupção e fraudes em licitações no TCE-MS. O caso ainda aguarda julgamento.






