Acompanhe ao vivo o 2º dia do julgamento de Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe

| Créditos: Foto: Rosinei Coutinho/STF


Nesta fase do processo, os cinco ministros do colegiado vão decidir se os réus devem ou não ser condenados. Além disso, definir qual pena deve ser aplicada.

Esse grupo também é chamado de núcleo crucial e, segundo a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República), “desenvolveu e implementou plano progressivo e sistemático de ataque às instituições democráticas, para prejudicar a alternância legítima de poder nas eleições de 2022 e minar o livre exercício dos demais poderes constitucionais, especialmente do Poder Judiciário”.

O julgamento será na Primeira Turma do STF, presidida pelo ministro Cristiano Zanin, com relatoria de Alexandre de Moraes. As sessões começam nessa terça, mas o colegiado também reservou os dias 3, 9, 10 e 12 de setembro para julgar o caso.

Também fazem parte da Primeira Turma os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

O que acontece primeiro

O julgamento teve início com a leitura do relatório por Moraes. Em seguida, cada advogado dos oito réus terá uma hora de sustentação oral, enquanto a PGR (Procuradoria-Geral da República) tem duas horas para apresentar seus argumentos.

No primeiro dia de julgamento, falaram alguns dos advogados dos réus. Mauro Cid abriu a rodada de sustentações orais por ter fechado um acordo de delação premiada, seguido pelas defesas de Alexandre Ramagem, almirante Garnier e Anderson Torres.

Nesta quarta, falam os advogados de Augusto Heleno, Braga Netto, Jair Bolsonaro e Paulo Sérgio Nogueira.

Nos primeiros dias, a expectativa é de que Moraes não vote imediatamente. O ministro deve ler o voto somente a partir do dia 9 de setembro. Antes de deliberar sobre o mérito, os ministros analisarão questões processuais preliminares, como alegações de incompetência ou suspeição.

Só após a decisão sobre essas questões é que o colegiado entrará no mérito da ação, que definirá se os réus serão condenados ou absolvidos.

Durante o julgamento, os ministros da Primeira Turma votarão individualmente, e a decisão final será tomada por maioria. Mesmo após a votação, ainda será possível apresentar recursos ao próprio STF, garantindo o direito de ampla defesa dos réus.

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