Vorcaro fez mais um pagamento para ‘Dark Horse’ além do que Flávio havia admitido, diz revista

| Créditos: Arte/Metrópoles


Vorcaro teria enviado mais US$ 1,6 milhão a fundo que administrava recursos do filme de BolsonaroReprodução/TV LIDE; Raul Spinassé/Flickr Flávio Bolsonaro - 21.07.2026

O banqueiro Daniel Vorcaro fez mais um pagamento para financiar o filme “Dark Horse”, além do que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) havia admitido. Em maio, quando o portal Intercept Brasil revelou o financiamento da produção pelo dono do Banco Master, o candidato à Presidência pelo PL alegou que a última parcela paga pelo banqueiro havia sido em maio de 2025.

A revista Piauí obteve um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostrando que, em setembro daquele ano, houve mais um pagamento de US$ 1,6 milhão pelo dono do Master ao fundo Havengate, que era responsável por administrar o dinheiro antes de repassá-lo à produção de “Dark Horse”.

Segundo a Piauí, esse pagamento ocorreu oito dias após Flávio Bolsonaro cobrar Daniel Vorcaro por mais repasses para o filme. “Agora que é a reta final, que a gente não pode vacilar, não pode não honrar com os compromissos aqui, porque senão a gente perde tudo”, disse Flávio Bolsonaro em uma mensagem de áudio enviada ao banqueiro.

O senador, o banqueiro e a produtora do filme foram procurados, mas não responderam.

Além do relatório do Coaf, que atesta que houve mais um pagamento além do que se sabia, a reportagem da Piauí teve acesso a mensagens que indicam a possibilidade de mais uma parcela ter sido paga em outubro de 2025.

Nos diálogos, o publicitário Thiago Miranda, que ajudou a captar dinheiro para a produção, pergunta a Vorcaro: “Consegue liberar as parcelas do filme?”. O banqueiro responde: “Sim. Liberei mais uma hoje”. A troca de mensagens não especifica o valor do repasse. Miranda, então, diz: “Vou avisá-los. Flávio disse que iria te ligar”.

Por meio de nota, o Coaf disse que não se manifesta sobre casos concretos. “Os Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) são elaborados pelo Coaf em caráter sigiloso. As informações, análises e demais dados contidos são protegidos por sigilo legal e não podem ser divulgados”, pontuou.

O órgão completou que “recebe e analisa comunicações de operações financeiras suspeitas”. “Quando identifica movimentações relevantes no âmbito da prevenção à lavagem de dinheiro, ou quando solicitado pelas autoridades competentes (como a Polícia Federal e o Ministério Público), encaminha os RIFs para estas mesmas autoridades. O Coaf é a Unidade de Inteligência Financeira (UIF) do Brasil e não exerce atividade de investigação criminal.”

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