8ª morte: Casos de chikungunya aumentam, mas procura por vacina segue baixa em MS
- porRedação
- 28 de Abril / 2026
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| Créditos: Conselho Federal de Farmácia/Divulgação
As autoridades de saúde de Dourados confirmaram, esta terça-feira (28), a oitava morte causada por chikungunya no município. Paralelamente ao avanço da doença, o primeiro dia da campanha de vacinação emergencial registou uma procura inferior à esperada, com a aplicação de apenas 207 doses nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
A vítima mais recente é um homem de 29 anos, residente na Aldeia Bororó, que faleceu no último sábado (25). Atualmente, outras quatro mortes suspeitas estão sob investigação laboratorial para determinar se foram causadas pela arbovirose. Segundo o boletim epidemiológico atualizado, a cidade já soma mais de 7.100 notificações e 2.554 casos confirmados da doença, sendo que a maior concentração de óbitos — sete dos oito registados — ocorreu em áreas de reserva indígena.
Detalhes da Imunização
A estratégia de vacinação visa conter a epidemia que levou o município a decretar estado de calamidade pública por 90 dias. A meta é atingir pelo menos 27% do público-alvo, composto por adultos entre 18 e 59 anos. No entanto, em áreas críticas como as aldeias Jaguapiru e Bororó, apenas 30 pessoas foram imunizadas no dia de abertura.
O imunizante disponível foi aprovado pela Anvisa em 2025 e possui restrições para:
Grávidas e mulheres a amamentar;
Pessoas com sistema imunitário comprometido ou em tratamento oncológico;
Pacientes com doenças autoimunes ou transplantados;
Indivíduos com sintomas de febre ou que contraíram a doença recentemente.
Apesar da ligeira redução no número total de internações — que passou de 42 para 33 pacientes —, o índice de positividade permanece elevado. Além da imunização, as equipas de saúde reforçam a necessidade de medidas preventivas domésticas para eliminar os focos do mosquito transmissor, o Aedes aegypti.






