2025 figura entre os anos com mais mortes em acidentes aéreos no Mato Grosso do Sul

imagem ilustrativa | Créditos: Foto: Ivinotícias


O ano de 2025 consolidou-se como um dos períodos mais críticos para a segurança aérea em Mato Grosso do Sul na última década. Levantamentos realizados pelo Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado) e pelo Sipaer (Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) indicam que o estado contabilizou sete mortes em quatro acidentes fatais ao longo do ano.

Histórico das Ocorrências

As tragédias tiveram início em janeiro, no município de Iguatemi, com a queda de uma aeronave agrícola durante o reconhecimento de área, resultando na morte do piloto Lucas Becker. Em março, um incidente semelhante ocorreu em Nova Andradina, onde o piloto Paulo Roberto Crispim faleceu após seu avião perder sustentação durante a pulverização de lavouras.

Após um intervalo de seis meses, o setor voltou a registrar fatalidades em setembro:

Pantanal de Corumbá: O médico e produtor rural Ramiro Pereira de Matos morreu após sua aeronave desaparecer em meio a condições meteorológicas adversas.

Aquidauana: O acidente mais grave do ano vitimou quatro pessoas. Entre os mortos estavam o renomado arquiteto chinês Kongjian Yu, criador do conceito de "cidades-esponja", dois documentaristas brasileiros e o piloto Marcelo Pereira Barros.

Causas e Estatísticas

No caso de Aquidauana, as investigações do Dracco e do Cenipa descartaram falhas mecânicas, apontando que a aeronave operava fora do horário permitido e em condições para as quais não possuía homologação.

Ao todo, Mato Grosso do Sul fechou o ano com 235 registros aeronáuticos, divididos entre incidentes, acidentes e ocorrências graves. O balanço reforça o estado de alerta para a aviação civil na região, especialmente em operações agrícolas e voos particulares em áreas remotas.

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