‘Síndrome do coração feliz’: mulher dá entrada no hospital por ‘excesso de felicidade’

Mulher recebeu medicamentos e teve alta depois da estabilização do quadro | Créditos: Pixabay


Uma mulher de 65 anos, no Catar, foi parar no hospital após sentir dores no peito e falta de ar por três dias. Os sintomas começaram depois que ela participou do casamento da filha e pioravam durante atividades físicas.

Ao se deparar com o caso, médicos pensaram que se tratava de um infarto, mas descobriram que, na verdade, era a chamada “síndrome do coração feliz”.

Segundo um artigo científico publicado na revista Oxford Medical Case Reports, a paciente já investigava dores no peito havia meses, mas não tinha identificado a causa. Foi então que novos exames mostraram alterações na atividade elétrica do coração.

A mulher apresentou mudanças no formato do coração, aumento de troponina, proteína que pode aparecer no sangue quando há lesão no músculo cardíaco, e alterações no ventrículo esquerdo, que estava funcionando abaixo do normal.

Apesar dos sinais semelhantes aos de um infarto, médicos descobriram que as artérias estavam desobstruídas e não havia cicatrizes ou danos permanentes no músculo cardíaco. Com esses resultados, a equipe diagnosticou a paciente com cardiomiopatia de Takotsubo, conhecida como “síndrome do coração partido”.

A condição provoca um enfraquecimento temporário do coração e costuma estar relacionada com hormônios de estresse. No entanto, no caso da mulher, o possível gatilho não foi uma situação de tristeza ou medo, mas uma emoção positiva intensa: o casamento da filha. Esse tipo de episódio é conhecido como “síndrome do coração feliz”, uma forma rara da cardiomiopatia de Takotsubo.

“A cardiomiopatia de Takotsubo (CMT) caracteriza-se por disfunção sistólica regional transitória sem doença arterial coronariana obstrutiva. Um subtipo raro, a síndrome do coração feliz (SCF), é desencadeado por eventos emocionais positivos”, diz um trecho do artigo.

Após o diagnóstico, a mulher recebeu medicamentos e teve alta depois da estabilização do quadro. Ela voltou às atividades normais e, em um exame posterior, a capacidade de bombeamento do coração havia se recuperado.

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