Najmeh Amini: quem é a jovem iraniana condenada à morte por publicação em rede social

Najmeh Amini está detida na prisão de Vakilabad | Créditos: Reprodução/Facebook/Dr. Nina Ansary


Uma estudante iraniana de 23 anos foi condenada à morte por blasfêmia após uma publicação nas redes sociais. Najmeh Amini está detida na prisão de Vakilabad, na cidade de Mashhad, no nordeste do Irã.

Além da pena de morte, a jovem enfrenta uma condenação de mais de 12 anos de prisão por atos contra a segurança e propaganda contra o regime. Os casos estão sendo julgados em processos distintos.

Segundo o jornal The Guardian, Amini é estudante de contabilidade e foi condenada à morte sob a acusação de “sab ol-nabi” (insulto ao profeta). Embora o conteúdo exato das postagens não tenha sido divulgado, acredita-se que ela possa ter ofendido a religião islâmica.

Já no segundo processo, a iraniana foi condenada a 12 anos, seis meses e um dia de prisão por acusações que incluíam atos contra a segurança nacional e disseminação de propaganda contra o regime. Ela foi detida pelas forças de segurança durante protestos nacionais em janeiro deste ano.

Em comunicado, Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor da organização Iran Human Rights, criticou a condenação, que ainda não foi confirmada pelo Supremo Tribunal, afirmando que a sentença é “extremamente alarmante”. “Condenar uma jovem de 23 anos à morte por algo que expressou nas redes sociais é um desenvolvimento extremamente alarmante”, disse o representante da organização.

“O fato de a sentença ter sido imposta a uma jovem acrescenta outra dimensão grave. Sem uma forte resposta internacional agora, corremos o risco de presenciar um uso e uma aplicação mais amplos da pena de morte por expressão. A comunidade internacional deve exigir que a sentença de Najmeh Amini seja anulada e pedir uma moratória imediata de todas as execuções.”

De acordo com a organização, a jovem, em sua defesa final, relacionou a publicação nas redes sociais ao consumo de substâncias alucinógenas, afirmando que postou frases nas redes sociais sob efeitos de cogumelos alucinógenos.

No entanto, o juiz do caso respondeu: “Então, por que, nesse mesmo estado alucinógeno, você não insultou outros indivíduos ou oponentes do regime, como os Estados Unidos e Israel? Ou, sob o efeito de alucinações, você teve discernimento suficiente para saber exatamente em qual canal ou rede social publicar uma postagem ofensiva?”

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