Pratos antigos viram raridade e chegam a valer até R$ 50 mil

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Os icônicos pratos marrons da Duralex, que trazem lembranças de almoços em família, estão ganhando status de objetos de luxo. A fabricação no Brasil foi interrompida em 2012, fazendo com que essas peças se tornassem muito valorizadas em sites de revenda.

Hoje, contemplar essas louças em vitrines virtuais alcança cifras surpreendentes, que chegam aos R$ 50 mil.

A busca por esses itens tem aumentado, especialmente pela nostalgia que evocam. Em plataformas como o Mercado Livre, conjuntos pequenos, com dois pratos e duas travessas, podem ser encontrados por R$ 2.890.

Diariamente, os preços inflacionados chamam a atenção de colecionadores e entusiastas de itens retrô, movendo um mercado que não para de crescer.

O legado Duralex e sua revalorização

A Duralex foi criada na França em 1945 com o objetivo de oferecer resistência superior aos pratos de porcelana. No entanto, em 2008, a companhia enfrentou dificuldades financeiras e acabou falindo.

No Brasil, a produção foi conduzida pela Santa Marina a partir dos anos 1980, mas terminou em 2012 após a aquisição pela Nadir Figueiredo.

Essas circunstâncias transformaram os pratos âmbar em peças de colecionador. Influenciadores de decoração e pessoas em busca de memórias afetivas disputam esses itens, que já foram símbolos de simplicidade e, agora, são vistos como artigos de luxo retrô.

Repercussão nas redes sociais e mercado em ascensão

O fenômeno dos preços dos Duralex virou tema no TikTok, onde o especialista em Marketing Fernando Miranda analisou o que impulsiona essa valorização. Ele destacou que a escassez criou demanda por esses pratos, antes abundantes.

Internautas também compartilham suas reações e histórias pessoais, como a de um jovem cuja mãe decidiu vender sua coleção, guardada há três décadas.

À medida que os preços das louças Duralex disparam, a procura por essas relíquias continua crescendo. A transformação de itens comuns em objetos cobiçados reflete a importância da memória afetiva na economia de colecionáveis, indicando que, para muitos, o valor sentimental supera o material.

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