“Números e Preferências em Xeque”
- porPor Alcina Reis
- 25 de Outubro / 2024
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Cientista político e diretor do Instituto Ranking, Tony Ueno | Créditos: Diego Munhoz / JD1
No cenário eleitoral tumultuado de Mato Grosso do Sul, um nome tem ganhado destaque, mas não pela precisão de suas pesquisas. Tony Ueno, proprietário do Instituto Ranking, vê sua trajetória marcada por um histórico de divergências que não apenas escandalizam, mas também levantam sérias suspeitas sobre a imparcialidade de seu trabalho. Como confiar em uma pesquisa se o dono do instituto, dá indícios de se alinhar com preferencias pessoais, como faz ao exaltar a candidata Rose Modesto?
Isso é o que o Cientista vem fazendo em redes sociais, com comentários inoportunos pra quem deveria mater sua imparcialidade espoxta e preferências veladas.
Pesquisas eleitorais deveriam ser usadas para a guiar o eleitor, refletindo a verdadeira intenção da população. Contudo, no caso do Instituto Ranking, a realidade é bem diferente. O que se observa é uma sucessão de erros que vão além da margem de erro, como se a precisão tivesse sido abandonada em favor de narrativas convenientes, como foi durante o primeiro turno em Campo Grande.
Ueno previu uma terceira posição para Adriane Lopes, com apenas 21% das intenções de voto e a prefeita liderou com 31,67%. Uma diferença especial que questiona a metodologia e a representatividade das amostras.
Já em Sidrolândia, Ueno divulgou uma vitória de Vanda Camilo com 46%, mas quem saiu vitorioso foi Rodrigo Basso, com uma margem esmagadora de 61,27%. Em ambos os casos, a discrepância nas intenções de voto extrapolam por completo as margens de erro consideradas nas pesquisas.
Fequentemente Tony divulga matérias e faz comentários negativos contra Adriane Lopes.

Postagem de Tony Ueno em whatsapp | Créditos: Reprodução

Postagem de Tony Ueno em whatsapp | Créditos: Reprodução
Nas últimas pesquisas divulgadas desta sexta-feira (24) novamente Tony vem na contra-mão:
A função de qualquer instituto de pesquisa é ser o espelho da sociedade, refletindo suas nuances com a frieza dos números. Contudo, a frequência de erros e a agressividade nas críticas indicam que, no caso do Ranking, a neutralidade pode ter sido deixada de lado.
Tony Ueno parece ter preferências, e isso pode distorcer a realidade que suas pesquisas deveriam retratar.
A esperança é que, ao final, o que prevaleça sejam os números e não as preferências e que se entenda a importância da neutralidade e seriedade na condução de informações que possam prejudicar o cenário democrático.
Por Alcina Reis

Jornalista Alcina Reis | Créditos: Arquivo pessoal






