Hoje é Dia: Iemanjá: a história e a celebração da Rainha do Mar
- porAgência Brasil
- 02 de Fevereiro / 2025
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| Créditos: Foto: Fábio Neto
Iemanjá, a majestosa Rainha do Mar, transcende as barreiras religiosas e culturais, sendo reverenciada por pessoas de diversas origens e crenças. Sua história, envolta em lendas e mitos, ecoa por todo o Brasil, onde seu culto se entrelaça com tradições africanas, indígenas e europeias, dando origem a uma rica tapeçaria de celebrações e simbolismos.
Múltiplos nomes, uma essência:
Conhecida por diversos nomes como Janaína, Inaê, Maria, Princesa de Aiocá, Sereia, Afrodite brasileira, Mucunã, Dandalunda, Marabô, sua essência permanece a mesma: a de uma divindade poderosa, ligada às águas, à fertilidade e à maternidade. Iemanjá é a mãe de quase todos os orixás, e seu papel como provedora e protetora a coloca em posição de destaque no panteão das divindades africanas.
Sincretismo religioso:
No Brasil, o sincretismo religioso moldou a figura de Iemanjá, associando-a a santas católicas como Nossa Senhora de Candeias, Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição e a Virgem Maria. Essa fusão de crenças demonstra a capacidade de adaptação e resiliência da cultura africana, que encontrou em terras brasileiras um terreno fértil para florescer e se expandir.
Culto e celebrações:
As celebrações em homenagem a Iemanjá variam de região para região, mas carregam em si elementos em comum, como a oferta de presentes à Rainha do Mar. Flores, perfumes, velas, espelhos e outras oferendas são lançadas ao mar, na esperança de que Iemanjá leve embora as tristezas e aflições, trazendo em seu lugar novos começos e prosperidade. No Rio de Janeiro, a festa de Iemanjá acontece na virada do ano, enquanto na Bahia, sua celebração coincide com o dia de Nossa Senhora das Candeias, no dia 2 de fevereiro.
A lenda de Iemanjá:
A lenda de Iemanjá, rica em simbolismos, conta que sua origem está ligada à união de Obatalá, o Céu, com Odudua, a Terra. Dessa união, nasceram Aganju, a Terra, e Iemanjá, a Água. Iemanjá se casou com seu irmão Aganju e teve um filho, Orungã, que se apaixonou por sua própria mãe. Para fugir de seus ímpetos, Iemanjá foge, mas acaba caindo e morrendo. De seu corpo, nascem rios e do seu ventre, diversos orixás.
Iemanjá, a deusa da compaixão e do amor incondicional:
Iemanjá é considerada a deusa da compaixão, do perdão e do amor incondicional. Sua história e seu culto nos convidam a refletir sobre a força da natureza, a importância da família e a necessidade de cuidar uns dos outros. Iemanjá é um símbolo de esperança e fé, que nos lembra que, mesmo nos momentos mais difíceis, podemos encontrar força e consolo em sua presença.
Iemanjá, um patrimônio cultural do Brasil:
A importância de Iemanjá para a cultura brasileira é inegável. Sua figura transcende as religiões de matriz africana e se tornou um símbolo de identidade nacional, representando a força da mulher, a conexão com a natureza e a capacidade de superação do povo brasileiro. Iemanjá é um patrimônio cultural que deve ser preservado e celebrado, para que sua história e seu legado continuem a inspirar e emocionar gerações futuras.
Fonte: Deusa Iemanjá






