Ferrari perde mais de US$ 4 bilhões em valor de mercado após estreia do elétrico Luce

Ferrari Luce 2027 com desenho polêmico | Créditos: Ferrari/Divulgação


A Ferrari viu mais de US$ 4 bilhões em valor de mercado evaporarem poucas horas após a apresentação do Luce, primeiro carro totalmente elétrico da história da fabricante de Maranello. E essa reação inicial perdurou nas semanas seguintes dentro do mercado financeiro.

A reação negativa dos investidores fez as ações da empresa recuarem cerca de 8% na Bolsa de Milão, movimento que também foi acompanhado pelos papéis negociados em Nova York na última semana.

O desempenho das ações representou uma das maiores quedas da Ferrari desde 2025 e eliminou aproximadamente US$ 20 bilhões em valores convertidos, segundo cálculos divulgados pela imprensa financeira europeia e norte-americana.

Um novo capítulo

Apresentado em Roma, o Ferrari Luce representa uma mudança importante na trajetória da marca. O modelo abandona os tradicionais motores a combustão em favor de uma arquitetura totalmente elétrica e traz uma proposta inédita na gama da fabricante: carroceria de quatro portas, cinco lugares e porta-malas de 600 litros.

O preço inicial é de 550 mil euros, equivalente a cerca de R$ 3,5 milhões em conversão direta.

Design gerou controvérsia

Grande parte da repercussão negativa se concentrou no visual do novo modelo. Desenvolvido em parceria com a LoveFrom, estúdio comandado pelo ex-chefe de design da Apple, Jony Ive, o Luce recebeu linhas mais suaves e uma silhueta semelhante à de um gran turismo de luxo, rompendo com o estilo tradicional dos esportivos da Ferrari.

Mais de 1.000 cv e entregas em 2026

Apesar das críticas, o Luce é um dos carros mais sofisticados já produzidos pela Ferrari. O modelo utiliza quatro motores elétricos e desenvolve cerca de 1.050 cv, acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e pode superar os 310 km/h. A autonomia anunciada é de aproximadamente 530 quilômetros.

As primeiras entregas estão previstas para o quarto trimestre de 2026. A Ferrari afirma que o desenvolvimento do veículo consumiu cinco anos de trabalho e faz parte da estratégia de eletrificação da companhia, que agora prevê que os elétricos representem 20% de sua linha até 2030, percentual inferior aos 40% inicialmente planejados.

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