8 de Março: “Entre Flores e Espinhos”

| Créditos: Imagem criada por IA/Conteúdo MS

Oito de março. Mais um Dia Internacional da Mulher. Data de flores, homenagens e discursos inflamados sobre igualdade. Mas, por trás dos parabéns e das campanhas publicitárias, há uma realidade que insiste em gritar, mesmo quando tentam silenciá-la.

Mato Grosso do Sul, um estado de contrastes. Terra de mulheres guerreiras, que lideram negócios, conquistam espaço na política, comandam propriedades rurais e sustentam famílias. Estado esse, onde o agronegócio e a natureza exuberante dividem espaço com a desigualdade social, a luta por direitos femininos é uma batalha diária.

Mas também um estado onde o feminicídio cresce como uma sombra que se recusa a desaparecer. Mulheres assassinadas por quem jurou amá-las. Vidas interrompidas pelo machismo, pelo ciúme, pelo descontrole, pela violência que não encontra freio.

E, enquanto avançamos em tantos aspectos — mais mulheres na ciência, no esporte, na literatura, na economia — recuamos em outros. Ainda lutamos contra salários desiguais, contra assédio, contra um medo que nos impede de caminhar sozinhas à noite. O feminicídio é a ponta do iceberg de um problema muito maior, um problema que não se resolve apenas com leis, mas com educação, com respeito, com mudança cultural.

Hoje, queremos celebrar. Celebrar a força, a resiliência, a voz que não se cala. Celebrar as que vieram antes, que abriram caminhos. Celebrar as que estão aqui, transformando o presente. Celebrar as que virão, para quem desejamos um mundo mais justo, mais seguro, mais humano.

Que este 8 de março seja de reflexão. Que as homenagens venham acompanhadas de ações. Que os discursos não sejam esquecidos no dia seguinte. E que nenhuma mulher precise mais morrer para que sua luta seja reconhecida.

Parabéns a todas as mulheres. Hoje e sempre.

Por Alcina Reis

| Créditos: Arquivo pessoal

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