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Polêmica

Para OAB nacional, presidente do TJMS desrespeitou 217 mil vítimas da covid

Via Redação | Publicado por Administrador | às 17:41:22

O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz cobrou, nesta segunda-feira, que os órgãos de controle do Judiciário analisem a conduta do desembargador Carlos Eduardo Contar, que assumiu na sexta-feira (15) a presidência do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e criou polêmica ao falar da pandemia de covid-19. Para Santa Cruz, o magistrado ofendeu os brasileiros com a fala.

Contar criticou o movimento “fique em casa”, falou em tom negativo a quem desaconselha medicamentos preventivos contra a doença, já considerados mundialmente como inócuos, além de atacar a imprensa.

O Campo Grande News vem criticando a realização da posse desde quando foi marcada, com mais de 300 convidados. No dia, Contar acrescentou polêmica com as declarações.

O desembargador Carlos Eduardo Contar, com o seu discurso de posse na presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, ofende os brasileiros e contribui para conduzir o país a um maior número de mortes pela pandemia do novo coronavírus”, afirmou Felipe Santa Cruz em nota.

Na avaliação do advogado, as declarações feitas equivalem a “demonstração de desprezo às mais de 217 mil pessoas que perderam suas vidas”. Dessas mortes, 2,8 mil foram em Mato Grosso do Sul.

Ainda na análise do dirigente da OAB, Contar incitou o desrespeito a medidas de contenção do vírus. A nota diz que esse comportamento significa “atentado contra a inviolabilidade do direito à vida, garantia fundamental da Constituição”

Sobre os ataques à imprensa, a análise é de que houve agressão aos que cumprem “dever de informar a população”.

Silêncio - Em Mato Grosso do Sul, não houve manifestação da seccional da OAB sobre o teor da fala de Contar. A Amamsul (A Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul) informou que não se manifestaria.

O Sindijus (Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário) também foi procurado, mas não respondeu aos contatos.

A reportagem pediu posicionamento do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e ainda não houve resposta.

(Campo Grande News)

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