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Trabalho
POLÍCIA FEDERAL

Para CGU, terceirizada que gerenciava hospital em MS desviava recursos com ajuda de empresas

Via Redação | Publicado por Administrador | às 10:27:30

Investigações que fazem parte da operação ‘SOS-Saúde’ indicam que a OS (Organização Social) responsável pela administração do HRJSN (Hospital Regional Dr. José Simone Netto) em Ponta Porã entre 2016 e 2017 contava com a ajuda de empresas para desviar recursos públicos.

A OS denominada ‘Instituto Gerir’ é alvo da operação deflagrada pela PF (Polícia Federal), CGU (Controladoria-Geral da União) e RFB (Receita Federal do Brasil) nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (4/8).

Foram expedidos mandados de prisão em Mato Grosso do Sul e em outros cinco estados da federação, sendo São Paulo, Paraíba, Bahia, Goiás e Mato Grosso.

Conforme detalhes divulgados pela CGU, o suposto esquema de corrupção usava de parceria com empresas vinculadas ao Instituto para cometer crimes como dispensa irregular de licitação, falsificação de documentos, peculato e organização criminosa.

As investigações tiveram origem a partir de um relatório de auditoria de avaliação da gestão terceirizada do HRJSN em 2017. O grupo teria desviado os recursos que deveriam ser usados na gestão hospitalar.

Através deste relatório, foram constatadas irregularidades em contratações realizadas pela OS entre 8 de agosto de 2016 e 31 de julho de 2017.

A auditoria resultou na instauração de Inquérito Policial datado de 14 de fevereiro de 2019.

Assim, além das pessoas que administravam o hospital de Ponta Porã no período auditado, foram expedidas medidas cautelares contra os sócios-administradores destas empresas e de dois contadores e suas respectivas empresas de contabilidade.

Esquema nacional

Embora as investigações da operação ‘SOS-Saúde’ tenham sido iniciadas a partir de indícios de irregularidades em hospital de Ponta Porã, servidores da PF, CGU e da RFB acreditam se tratar de um esquema nacional de desvio de recursos públicos.

Isso porque o ‘Instituto Gerir’ atua há pelo menos dez anos na gestão hospitalar de diversas cidades espalhadas pelo País.

Ainda de acordo com as investigações, o ‘Instituto Gerir’, embora não possuísse fins lucrativos, cresceu exponencialmente desde a sua fundação em 2011, chegando a receber quase R$ 1 bilhão entre 2014 e 2019.

“Verifica-se a existência de impacto direto na população dessas regiões, visto que a saúde pública é um direito conferido a todos, independentemente de contribuição, o que significa que irregularidades na gestão de hospitais afetam inclusive aqueles que possuem planos de saúde”, diz a nota da CGU.

Medidas cautelares

Foram cumpridos nas primeiras horas desta manhã (4/8) 34 mandados de busca e apreensão em 25 locais diferentes.

Deste total, 11 foram cumpridos em endereços localizados no estado de São Paulo, dez em Goiânia (GO), três em Brasília (DF) e um em Campo Grande (MS), além do sequestro de bens, direitos e valores.

Os trabalhos contam com a participação de 16 servidores da CGU, 54 da Receita Federal do Brasil e 112 policiais federais.

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