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Justiça

Mulher vai a júri por morte de pecuarista de patrimônio milionário

Via Redação | Publicado por Administrador | às 12:34:46

Luciene Franco será levada a julgamento no próximo dia 17 de setembro, em Nioaque, a 179 quilômetros de Campo Grande, acusada de participação no assassinato do pecuarista Reinaldo Martins de Souza. Conhecido como Kaburé, ele foi baleado com dois tiros na madrugada de 10 de julho de 2017, em uma de suas fazendas.

Na denúncia do Ministério Público consta que Luciene mantinha um relacionamento extraconjugal com Marielli Simões Burgo. Reinaldo teria descoberto o caso, quando então houve a briga, tiros e a morte. A denúncia indica que o crime foi tramado pelas duas, que tinham interesse pelo patrimônio milionário da vítima.

A amante foi presa em Campo Grande, oito meses depois do crime. Ela foi julgada em março deste ano e condenada a 14 anos em regime fechado. Acusada de mandar matar e dar suporte a fuga de Marielli, a esposa foi pronunciada e o processo desmembrado.

Sumiço de inquérito - Na cidade de Nioaque, o caso foi emblemático, inclusive pelo misterioso “desaparecimento” do Inquérito Policial de dentro da delegacia, quando apenas as testemunhas ligadas a autora do crime haviam dado sua versão sobre os fatos.

Somente após a abertura de uma investigação paralela pelo Ministério Público, por meio de um Procedimento Investigatório Criminal sigiloso, é que todas as provas foram devidamente colhidas, a partir das quais se comprovou o relacionamento extraconjugal entre as mulheres, bem como a intenção de se apossarem do patrimônio da vítima.

A família de Reinaldo acredita que o crime foi premeditado. “Elas planejaram a morte dele”, afirmou a filha de Reinaldo ao Campo Grande News. Ela pede para não ter a identificação divulgada, a fim de preservar a família.

A filha acredita que Luciene tinha apenas interesse nos bens. “Ela inseriu a Marielli na família, que virou até gerente da fazenda. Depois, começou a dopar meu pai com medicamentos e afastar ele da gente. Quando ele me ligava, mal conseguia falar ao telefone”, lembra a filha.

Agora, a filha pede justiça. “Ele não teve oportunidade de ver os netos crescerem, ele era tudo para mim, meu conselheiro, as crianças sentem falta do avô. Só quero que a justiça seja feita”.

O caso - A primeira versão do crime apontou legítima defesa por parte de Marielli. Essa narrativa indicava que a vítima brigou com a esposa no quarto do casal após uma festa e estava armada. Depois que amigos conseguiram desarmá-lo, teria corrido com um facão atrás da autora, que pegou a pistola e efetuou os disparos fatais.

No entanto, no processo consta que a faca encontrada ao lado do corpo de Reinaldo, não teve ligação com o crime.

Relacionamento extraconjugal - Alguns meses anteriormente ao homicídio, Marielli iniciou relacionamento amoroso extraconjugal com a então companheira de Reinaldo, “sendo que ambas tentaram esconder tal relação da vítima e passaram, ao longo do tempo, desejar e planejar a morte do mesmo”, diz o processo.

Em abril de 2017, elas passaram a ‘dopar’ Reinaldo com fortes remédios controlados, de forma que ele passou a ficar alienado aos acontecimentos externos, o que foi percebido apenas pelas pessoas mais próximas a ele.

Descoberta da traição - O relacionamento extraconjugal teria sido descoberto no dia 10 de julho de 2017, após churrasco na fazenda da vítima. Já deitado no quarto, Reinaldo chamou a companheira para irem dormir, mas ela demorou por estar com a amante, o que motivou a discussão.

O inquérito policial apurou que Marielli e Reinaldo começaram a brigar e a arma de fogo dele caiu, mas uma testemunha entregou para a autora guardar.

“Ato contínuo, a denunciada Marielli, munida desta pistola Glock calibre 9mm, efetuou dois disparos contra Reinaldo, atingindo-o na região do tórax e mandíbula, os quais foram causa eficiente de sua morte, vindo ele a óbito em seguida dos disparos, antes que qualquer atendimento médico pudesse ser dispensado”, cita trecho da acusação.

Para a acusação, “o crime de homicídio foi praticado por evidente motivo torpe, consistente tanto no fato de as denunciadas desejarem eliminar a pessoa que obstava o relacionamento amoroso das mesmas, quanto pelo fato de a companheira do pecuarista possuir nítido interesse patrimonial na morte de seu companheiro, por cobiçar sua vultosa meação e herança (milionária) que ele deixaria e, ainda, o recebimento de um seguro de vida contratado meses antes de seu assassinato, cuja única beneficiária era ela mesma, a qual controlava toda a vida financeira do companheiro que estava traindo”.(CAMPO GRANDE NEWS)

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