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Interior

MARACAJU - Desvio de R$ 23 mi no Executivo foi por meio de cheques para empresas de fachada

Via Redação | Publicado por Administrador | às 11:13:38

Servidores do alto escalão do Executivo de Maracaju que atuaram entre 2019 e 2020 teriam emitidos mais de 600 lâminas de cheques, no valor total de mais de R$ 23 milhões, para empresas de “fachada”. Esse seria o formato de atuação dos investigados na Operação Dark Money, desencadeada pela polícia civil, no município na manhã desta quarta-feira (22).

Seis mandados de prisão temporária foram cumpridos, além de 26 mandados de busca e apreensão.

Segundo informações policiais, os cheques eram emitidos para as empresas que não tinham nenhuma base jurídica para amparar os pagamentos. Os trâmites não contavam com emissão de notas fiscais e os valores não eram submetidos a empenho de despesas, operações legais que devem ser observadas pelos órgãos públicos. Na maioria das vezes, inclusive, os processos ocorreram sem licitação, contrato ou qualquer meio legal.

Para os desvios do cofre público foi criada uma conta bancária de fachada, divergente da oficial, a qual não foi declarada aos órgãos de controle interno e externo do município, por onde foram promovidos mais de 150 repasses de verbas públicas, em menos de um ano, conforme constatou equipe da Dracco, com suporte técnico do Laboratório de Lavagem de Dinheiro, unidade especializada do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado.

Na época, a cidade era administrada por Maurílio Azambuja.

Foram encaminhados mandados de prisão temporária contra servidores públicos e particulares, busca e apreensão em empresas, bloqueio de bens e outras medidas, as quais foram direcionadas pela polícia civil, nesta manhã.

Conforme mostrado pelo Dourados News, além dos mandados de prisão temporária efetuados pela polícia civil, ainda há um mandado de prisão temporária em aberto, sendo o investigado considerado foragido.

Uma das prisões ocorreu no Paraná, após ter sido constatado pela polícia que um dos alvos teria se deslocado para o Estado. A ação contou com apoio da PCPR - Grupo de Diligências Especiais - GDE da Polícia Civil de Umuarama PR-.

DARK MONEY

A polícia destaca que a denominação Dark Money é uma alusão “a natureza do dinheiro fruto da corrupção sistêmica que atinge setores públicos e perpetrada por seus gestores”.

A ação envolve policiais civis de várias unidades de Mato Grosso do Sul, Departamento de Polícia da Capital (GOI, 1°, 2° e 3° DP), Departamento de Polícia Especializada (Derf e Defurv), Departamento de Inteligência da polícia civil e uma equipe da PCPR - Grupo de Diligências Especiais - GDE da Polícia Civil de Umuarama PR após constatação de deslocamento de um dos alvos para o Estado do Paraná, o qual foi localizado e preso em um hotel naquela cidade.

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