AGRONEGÓCIO

Manutenção de pulverizadores evita danos em culturas subsequentes

Via Redação | Publicado por Administrador | às 16:01:56

Os produtores rurais costumam utilizar o período de entressafra da soja para planejar a próxima temporada. Desta forma, a capacitação profissional é uma boa pedida para quem busca melhorar as operações futuras na lavoura. De acordo com o gerente técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso do Sul (Senar-MS), José Pádua, um dos cursos indicados é o referente à Norma Regulamentadora nº 31 (NR-31), que versa sobre Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária, Silvicultura, Exploração Florestal e Aquicultura.

Segundo ele, entre diversos outros temas, a norma aborda os cuidados e pontos de atenção em relação à pulverização e ao manejo de todos os defensivos e demais produtos, bem como o produtor pode aprimorar as aplicações no sentido de evitar perdas. “Assim ele evita desperdícios e também aprende a regular os bicos dos pulverizadores e todo o sistema para ter uma assertividade e uma gestão de custos melhor”, explica.

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Nesta esfera, o gerente aponta a necessidade de utilização correta de novas tecnologias, um conceito que também é abordado pelo Senar, visto que ferramentas úteis podem ser desperdiçadas quando a adoção é incorreta. Quanto a um dos pontos mais críticos do manejo, a deriva, Pádua lembra que as questões climáticas, como vento, temperatura e umidade do ar devem ser levadas em conta de acordo com o produto a ser utilizado.

“Feito todo esse cuidado, também há a especificidade do produto e implemento que se está utilizando. Cabe ao operador responsável por essa regulagem [do pulverizador] fazer bem feito, de acordo com o que o manual de instruções orienta”, diz. “As pessoas envolvidas com pulverização costumam dizer que nos bicos dos equipamentos saem milhões de reais porque são produtos de alto valor agregado e só terão a sua eficácia dentro da lavoura se forem bem aplicados”.

Higienização do pulverizador

A agricultura sofre a influência de fatores controláveis, como a escolha das melhores sementes e o uso correto de defensivos, e incontroláveis, tal como o clima. “O papel das melhores técnicas de manejo é fazer com que todos esses fatores não limitem o potencial produtivo de determinada cultura presente naquela área, mas sim que se consiga manter o potencial máximo de produção para que o produtor possa usufruir de uma boa colheita, de uma boa safra, visando manter o seu sistema de produção com alta sustentabilidade em um longo tempo”, diz o gerente técnico de Soja da Bayer, Matheus Palhano.

Entre as técnicas recomendadas, o especialista salienta a limpeza do pulverizador. “Essa atividade é importante por dois principais motivos. O primeiro é que os resíduos que podem ficar no circuito hidráulico do equipamento podem danificar uma cultura subsequente ou outra área na qual o produtor vai fazer o manejo. Outro ponto importante é que a boa higienização do pulverizador garante que o equipamento tenha maior vida útil”, sintetiza.

Neste sentido, Palhano destaca que a tríplice lavagem do sistema hidráulico da máquina é a base de todo o processo, sendo a melhor ferramenta para evitar contaminações. “Em algumas ocasiões, os pulverizadores trabalham em grandes áreas e o seu uso é muito intenso durante a safra, com muitos produtos sendo utilizados neste processo. Fazer a tríplice lavagem para que se garanta que não tenha nenhum resíduo físico dentro do circuito de pulverização é importantíssimo para evitar problemas em outras áreas de aplicação”.

Digitalização da lavoura

Durante o programa, o gerente técnico da Bayer também enfatizou a importância de outra prática de manejo: a digitalização. Segundo ele, o uso de ferramentas digitais tem tido cada vez mais importância no sistema de produção brasileiro, especialmente na cultura da soja. “Compreender o que está acontecendo no campo e trazer informações para dentro de casa para que possamos tomar decisões baseadas em dados está sendo parte fundamental de todo o processo produtivo”, considera.

Assim, Palhano salienta que o produtor rural consegue entender qual área está sendo deficitária em sua lavoura e qual está abaixo da média do talhão. “Desta forma, propositalmente, ele pode ir naquela região para investigar o que está acontecendo, se é uma mancha de solo, se é uma questão de fertilidade ou se é a presença em baixos níveis de, por exemplo, uma planta daninha. Digitalizar esse processo através de sensores e de toda a tecnologia que está disponível para o produtor vai ajudar na tomada de decisões mais assertivas”.

O programa Aliança da Soja é uma parceria entre o Canal Rural e a Plataforma Intacta 2 Xtend.

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