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Jovem de Ponta Porã morta na Espanha foi assassinada por ‘amigas’

Via Redação | Publicado por Administrador | às 11:18:05

A morte de Letícia Magali Sanabria, sepultada em Yby Yau, apresenta novos desdobramentos na Espanha, na região de Valdeorras.

A família da vítima mora em Ponta Porã. O crime ocorreu no mês de setembro e, desde então, os familiares estão morando na pequena cidade de Yby Yau, para onde mudaram de Pedro Juan Caballero.

Segundo o site Ponta Porã Em Dia, Guardas Civis da Unidade Orgânica e da Polícia Judiciária do Comando de Ourense, região da cidade de Valdeorras, procederam à prisão de duas mulheres, FA, de nacionalidade nigeriana, e ALV, de nacionalidade brasileira, como supostas autoras da morte de Letícia.

Ela foi encontrada sem vida dentro de um apartamento no centro da cidade.

“Por causa da descoberta do corpo, e uma vez apurado que a morte não foi natural, a Guarda Civil deu início à investigação. Durante este tempo, os investigadores analisaram exaustivamente todas as provas, tendo que recorrer a diferentes técnicas de investigação, para concluir que os dois detidos são os supostos autores do crime. A partir desse momento, o círculo foi se estreitando em torno deles até que, hoje, foram presos”, como divulgou a Guarda Civil daquela região.

Os procedimentos são secretos.

A investigação foi dirigida pelo Tribunal de Instrução nº 1 da Embarcação e pelo Ministério Público Provincial de Ourense.

Letícia Magali Sanabria trabalhava como prostituta no clube Osiris, em O Barco de Valdeorras (Ourense), e atendia clientes no apartamento onde foi morta há dois meses.

A paraguaia de 29 anos estava na Espanha desde 2018 e sustentava a família de oito irmãos do outro lado do Atlântico.

As suspeitas são uma nigeriana de 40 anos, companheira de clube e de apartamento, e uma brasileira de 41 anos, amiga das duas anteriores, que fazia limpeza, mas também praticava prostituição na rua.

Em 10 de setembro, uma delas ligou para o pronto-socorro garantindo que o corpo sem vida de Letícia havia sido encontrado.

Ela estava em seu quarto, na cama, de costas. Durante a remoção do corpo, o legista observou sinais de violência. A autópsia confirmou que ela havia sido estrangulada e apresentava sinais de resistência.

A partir de uma rápida inspeção visual, foi deduzido que a porta da casa não foi forçada e faltava o dinheiro que a jovem iria enviar para familiares já residentes em Yby Yau, no Paraguai, distante cerca de 100 km da fronteira entre Pedro Juan Caballero e Ponta Porã.

Ela havia falado com sua mãe e anunciado que enviaria o valor para ela em breve, então o roubo foi considerado a hipótese principal. Letícia só tinha uma irmã na Espanha.

Letícia foi sepultada em sua cidade natal no dia 29 de setembro, depois que o juiz que instruiu o caso autorizou a repatriação do corpo.

O motivo do homicídio pode ser o ciúme que a falecida despertou nas duas mulheres, devido ao seu “sucesso profissional” e a quantia em dinheiro que juntou e seria enviada para familiares. (fonte: diário de Galícia)

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