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Lockdown

Fecha ou não fecha? Tem ou não tem vaga na Capital? Governador e Prefeito divergem, entenda

Via Redação | Publicado por Administrador | às 09:33:57

144 Leitos montados pelo Governo do Estado de MS, estão vazios no Hospital de Campanha, construído para receber as vítimas da covid-19. Até o momento, a unidade não tem condições para atender os pacientes infectados pelo coronavírus, conforme informado pelo Governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

Construído em abril deste ano com verba federal para o combate a pandemia do Covid-19, cada contêineres custou R$ 1,793 milhões A empresa Ekobox Locações foi contratada sem licitação, amparada pelo decreto de calamidade pública, por R$ 1,243 milhão para fornecer 36 contêineres. O custo não inclui a compra das camas, ventiladores e outros equipamentos para montar os 144 leitos, conforme levantado pelo jornalista Edvaldo Bitencourt.

Nesta terça-feira (4), o Governador sugeriu ao prefeito Marquinhos Trad (PSD) para decretar lockdown em Campo Grande. “Acredito que as atividades não essenciais suspensas podem diminuir a circulação viral”, defendeu o governador.

O pedido de isolamento total foi protocolado na Justiça pela Defensoria Pública e deverá ser decidido até sexta-feira pelo juiz José Henrique Neiva de Carvalho e Silva, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.

Prefeitura

O prefeito Marquinhos Trad(PSD) se manifestou contra essa medida extrema de isolamento total, sugerida pelo Governador. Marquinhos afirma que a cidade conseguiu estabilizar o ritmo de contágio por coronavírus e a curva de crescimento da doença deve seguir “achatada” a partir de agora. “A doença é muito nova, mas com base nos números que temos hoje, sim, conseguimos achatar a curva”, reforça.

Em resposta à indicação de fechamento total e classificação de “bandeira preta” sobre risco da covid, Marquinhos reclama que “a conta não fecha”.

Segundo a prefeitura, hoje a cidade tem 30 leitos de UTIs vagos, apenas para atender covid-19, a cidade segue com postos de saúde vazios e nos últimos dias a quantidade de internações caiu 5%, “com redução tanto nos leitos públicos quanto nos privados”.

Apontando para painéis instalados no gabinete de Marquinhos, com imagens da movimentação em tempo real de unidades de saúde, o secretário José Mauro também questiona:

“Se está tão sério, olha lá. Como é que as UPAs estão vazias há 3 meses? Com ocupação 60% menor. Como é que Hospital de Campanha do HR continua com 140 leitos vagos? Quem explica isso? Como a gente entra no diagnóstico de colapso assim? Você já viu isso em alguma cidade do mundo”, questiona o secretário .

O discurso vai na contra-mão contrasta com as avaliações feitas diariamente pela Secretaria Estadual de Saúde durante as transmissões do boletim epidemiológico. Desde meados de julho, o foco é Campo Grande, apontada como epicentro da doença no Estado


Governo do Estado por Assessoria

O site Conteúdo MS entrou em contato com a assesoria do Governo do Estado, e fomos informados que a Secretaria Estadual de Saúde preparou a unidade para receber pacientes menos graves, de baixa complexidade tanto Covid-19 como Câncer. Seria para baixa complexidade mas só recebemos pacientes graves.

Questionado sobre esse alto investimento sem uso, diante da afirmação de necessidade do lockdown levantada pelo Governador, e como ficaria essa estrutura, se haveria um reaproveitamento, nos foi informado que essa situação está sendo avaliada.

A assessoria também nos informou que a estrutura não está vazia e que os leitos estão sendo utilizados

Nossa redação também tentou contato com a diretora geral do Hospital Regional, Rosana Leite Melo, mas até o fechamento desta matéria não tivemos retorno.

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