INDÍGENAS

Deputados se dividem sobre morte de indígena e reocupação de fazenda em Amambai

Via Redação | Publicado por Administrador | às 11:26:37

Em meio ao conflito indígena em Amambai, cidade a 351 km de Campo Grande, deputados estaduais de MS discutiram, nesta terça-feira (28), sobre o cenário nebuloso envolvendo a ocupação a uma fazenda, morte de um indígena e atuação da Polícia Militar. Enquanto alguns deputados defendem fazendeiros e a propriedade privada, a bancada do PT pede perícia sobre como se deu a morte.

Zé Teixeira (PSDB), que é fazendeiro e defensor da propriedade privada, disse que “lamenta a morte”, mas que houve uma “invasão”. ““Eu lamento o que houve, mas houve invasão. Ongs indigenistas estão influenciando as invasões. Isso deixa muito triste quem é dono de direito e que tem seu documento, porque enquanto não for declarada a terra da União, é invasão.”

Barbosinha (PP) afirma que “não se trata de uma reintegração de posse”.“Sabemos que lideranças de Amambai haviam pedido apoio da segurança pública. Se fosse ao contrário, alguém ocupando o território indígena, seria invasão.”

Comentando sobre a morte na fazenda, Barbosinha ainda disse que a PM “tem por dever e obrigação de atuar quando é chamada, e para cada ação há uma reação.’

Pedem perícia

O deputado Amarildo Cruz, do PT, informou que, ontem (27), os deputados Vander Loubet e Pedro Kemp estiveram em audiência com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e conversaram sobre o conflito entre indígenas Guarani-Kaiowá e policiais militares em Amambai.

Amarildo apresentou requerimento para investigar o ocorrido, e pediu manifestação oficial, pois os policiais estavam no local representando o Estado.

“O governo pode se manifestar e dizer sobre sua versão oficial. É um fato que repercutem no mundo inteiro. Um setor tão fragilizado como a do nosso povo indígena, sem proteção, sem políticas públicas chama a atenção da sociedade.”

O deputado federal Vander indica que é necessário saber se o vídeo que circula nas redes sociais mostrando uma execução é verídico e daquele momento.

“Primeiro, precisamos saber se é verídico o vídeo que circula nas redes sociais que mostra uma pessoa sendo supostamente executada. Em segundo lugar, é necessário que seja esclarecido se havia ou não mandado de reintegração de posse para essa ação de desocupação da área do conflito”, pontua o congressista.

O deputado destaca ainda que estará em Brasília acionar as instituições envolvidas com a questão indígena para cobrar a apuração dos fatos em âmbito federal.

“Independente do resultado da apuração feita pelo governo estadual, temos que exigir da União providências para que episódios como esse de Amambai não se repitam. Precisamos estancar esse processo de violência e agressão contra os povos indígenas de Mato Grosso do Sul e de todo o Brasil”, conclui.

Compartilhe esta matéria:

Google+
Tumblr
Pinterest