Presidente Jair Bolsonaro

Defesa de Bolsonaro quer que TSE não inclua inquérito das fake news em ação

Pedido do PT pedia que a Corte Eleitoral incluísse a investigação no julgamento de cassação de chapa do presidente e do vice Hamilton Mourão

Via Redação | Publicado por Administrador | às 16:44:02

A defesa do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), enviou, nesta sexta-feira (5/6), uma solicitação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que o inquérito que investiga a divulgação e o financiamento das fake news, aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), não seja incluído no processo que analisará a cassação da chapa dele com o vice-presidente, Hamilton Mourão (PRTB).

Assinada pela advogada Karina Kufa e endereçado ao ministro Og Fernandes, relator do caso, a manifestação argumenta que “não há relação entre os fatos do inquérito e as investigações na Corte Eleitoral, não havendo justificativa para o compartilhamento de provas”.

Segundo a ação, incluir o inquérito que apura notícias falsas no processo “não acrescenta” em nada “ressaltando, ainda, o princípio da independência das esferas”. O PT protocolou um pedido na Suprema Corte para que fossem juntados às Ações de Investigação Judiciais Eleitorais (Aijes) dados do inquérito que apura ofensas a ministros do STF.

Para a defesa de Bolsonaro, o pedido petista representa um “inconformismo pela derrota no pleito eleitoral de 2018, o que demonstram os reiterados enxertos de conteúdo notadamente irrelevante e desconexo com o que é aqui discutido”.

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Hackers

O TSE vai retomar o julgamento das duas Aijes na próxima terça (9/6). Apresentadas pelos também candidatos naquela eleição Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (PSol), ambas as ações apontam uso de hackers em grupos de Facebook para beneficiar os dois na campanha presidencial de 2018.

As ações foram feitas contra a página “Mulheres Unidas contra Bolsonaro”, que foi invadida e teve o conteúdo alterado para parecer ser de apoio ao atual chefe do Executivo. Em seguida à invasão, o próprio Bolsonaro publicou, em seu Twitter, uma mensagem de agradecimento ao “apoio”.

No ano passado, já houve manifestação do ministro Og Fernandes pelo arquivamento, mas o ministro Edson Fachin pediu vistas e o julgamento foi retomado. O relator sustentou, no seu parecer, que não há provas concretas do envolvimento de Bolsonaro no caso e que tampouco haveria como dizer que as invasões, que duraram menos de 24 horas, tiveram efeito crucial no resultado das eleições.

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